A boa campanha do Botafogo entre 2016 e 2017, especialmente na Copa Libertadores, ainda reverbera no clube, e virou referência. O técnico Zé Ricardo já tomou aquele time como referência do que quer. E, de maneira mais urgente, agora são os jogadores que querem ver as características daquela equipe de maneira frequente. Até para recuperar o bom desempenho neste Campeonato Brasileiro.

– Temos que parar em cima da nossa identidade. Tem jogos que fizemos muito bons, como contra o Nacional, depois baixamos muito o nível. Nós temos a nossa identidade, o Valentim batia muito nessa tecla e, agora, o Zé também, e não podemos perder isso. Agora, no próximo jogo, temos que implementar isso e não deixar falta de jeito nenhum. Se for para ganhar de meio a zera, que seja – disse Jean.

E olha que Jean foi um dos últimos a chegar ao atual elenco. Não participou dos últimos anos do Glorioso. Mas esteve, por exemplo, no jogo contra o Palmeiras, nesta quarta-feira. E quer que as virtudes há até pouco tempo famosas no time de General Severiano sejam recuperadas.

– O Botafogo é criado com a identidade de ser um time aguerrido, sem deixar os meias adversários pensarem, sufocando o time rival. Os times têm que sentir a pressão de jogar contra a gente, ser encardido. Fomos campeões cariocas assim, e precisamos recuperar isso agora no Brasileiro – almeja.

Por outro lado, Igor Rabello, que já é opção frequente desde os tempos de Jair Ventura no comando alvinegro, é mais otimista. Pela visão do zagueiro, os contragolpes tentados em São Paulo resultariam em outro placar se Moisés não tivesse sido expulso.

– Estávamos saindo bem nos contra-ataques, com chances de fazer um gol, se o time não tivesse com um jogador acredito que conseguiríamos um bom resultado – analisa o defensor.

Fonte: Terra