A crise financeira provocada pela paralisação da atividade econômica por conta da pandemia do novo coronavírus afetou seriamente os planos da Botafogo S.A., mas o clima segue de otimismo. Integrante do grupo que cuida da transição do Botafogo para o modelo de clube-empresa, o advogado André Chame explicou que foi necessário um redimensionamento dos valores por causa da queda das receitas estimadas, como bilheteria e patrocínio.

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– Tivemos que fazer um reestudo completo em razão da pandemia, estimamos uma perda expressiva de receita do clube nos próximos meses e isso afeta um projeto como um todo. O investidor tinha uma expectativa de rentabilidade, então tivemos que redimensionar o projeto, receitas e despesas para reapresentar aos investidores números palatáveis, e não uma fantasia. Dedicamos esses últimos 60 dias nisso – explicou Chame, ao canal do jornalista Fabiano Bandeira no YouTube.

Apesar da preocupação com a pandemia, Chame, que também é membro do Conselho Deliberativo do Botafogo, disse que as duas últimas semanas foram animadoras.

– Nosso nível de otimismo foi bastante abalado com a pandemia, porque tivemos que trabalhar praticamente do zero em termos de números nesses 60 dias. Deu uma desanimada, o futebol foi uma atividade extremamente afetada por conta dessa pandemia. Porém, continuamos animados, nas últimas duas semanas retomamos pesadamente conversas com quem já vínhamos conversando e a receptividade tem sido boa. Essas duas semanas foram animadoras – frisou o advogado, ressaltando a qualidade do projeto:

– Tenho certeza de que esse é o projeto mais responsável e mais bem montado que já foi feito até hoje no Brasil em termos de reestruturação de clube. Todos que olham o projeto se impressionam, é um projeto inédito no futebol brasileiro.

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Valores e perfil dos investidores da Botafogo S/A

O grupo que cuida da transição para a Botafogo S/A estima um aporte inicial mínimo de cerca de US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 295 milhões) para pagamento a credores e investimentos no futebol do clube. André Chame deixa claro que os investidores deverão ser comprometidos com a parte esportiva do Botafogo e reforça que todos os símbolos deverão ser preservados.

– Uma possibilidade é ter um grande investidor, que adquira sozinho o clube, outra é vir do esforço pequeno ou médio de várias pessoas que acreditam no projeto. Hoje temos interesse de grandes investidores internacionais e de pequenos investidores locais. Precisamos que, seja quem for, tenha um compromisso com investimentos na área esportiva, e os contratos certamente irão prever isso. Todos os estandartes do clube serão preservados e isso estará previsto em contrato – afirmou Chame, acreditando que a intenção é ter um futebol forte a partir de 2022:

– Em 2020, 2021 a torcida tem que esperar dignidade, ainda serão anos difíceis, e de 2022 em diante ter uma expectativa de vôos mais altos. Ninguém está aqui para vender o Botafogo, estamos aqui para construir um novo e melhor Botafogo, para dar alegrias a torcida.

Assista ao vídeo da entrevista com o advogado André Chame:

Fonte: Redação FogãoNET e Canal do Fabiano Bandeira