Foram sete anos nas categorias de base e mais dois na equipe profissional do Botafogo. Apontado como joia, Dedé não teve uma sequência favorável para canalizar o seu potencial e, em 2014, deixou o Alvinegro em busca de novos desafios. Agora, quis o destino que Dedé, pelo Campinense, enfrentasse o clube que o formou pela primeira fase da Copa do Brasil. O decisivo duelo será realizado nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Estádio Amigão.

Em entrevista ao LANCE!, Dedé, de 25 anos, contou como se sente com o jogo diante do Botafogo, algo que será inédito em sua carreira. Além disso, externou a confiança quanto à vaga à próxima fase do torneio – para isso, o Campinense terá que vencer, uma vez que o empate favorece o Botafogo.

– Sou muito feliz por ter feito minha base no Botafogo e ter subido aos profissionais. Foi o clube que abriu as portas para mim. Tenho que encarar o reencontro com muita naturalidade, pois o futebol é dinâmico, hoje estou aqui, amanhã posso estar no Botafogo novamente…. Para nós, é uma oportunidade gigantesca poder vencer e passar de fase. Temos que agir.

– Para gente, será uma final de Copa do Mundo – completou Dedé, por telefone.

Atualmente, o Campinense lidera o Grupo B do Paraibano. E a confiança citada por Dedé, que tem ficado no banco, passa pela vitória no Clássico dos Maiorais (contra o Treze, vitória por 1 a 0), realizado no último fim de semana.

– Comecei a temporada jogando, mas, por opção do treinador, houve mudança. Mas estou feliz neste início, é algo novo para mim jogar aqui no Nordeste. E, sobre o jogo de quarta, acreditamos totalmente na nossa vitória. Vencemos o clássico e somos líderes do grupo. Isso tudo ajuda para dar confiança e superar uma equipe grande, de Série A. Respeitamos o Botafogo, mas estamos muito confiante no nosso trabalho – salientou o meio-campista, que atuou em quatro jogos, entre 2013 e 2014, pelos profissionais do Glorioso.

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Por que você acha que não conseguiu ter uma sequência no Botafogo?
– Foram muitos fatores para eu não ter tido uma sequência. O time, que era treinado pelo Oswaldo, estava encaixado e era experiente. O meio-campo era muito forte e tinha peças de reposição. De garoto, tinha o Lucas Zen, que já estava há três anos na base. No outro, o professor Oswaldo saiu e eu, não sei por que, o Botafogo contratou nove volantes. Mas a vida segue, algo totalmente normal no futebol, é o que tinha que acontecer. Tenho que seguir de cabeça erguida e procurar o meu espaço.

E ainda ainda acompanha o Botafogo?
– Hoje em dia, acompanho pouco o Botafogo. Os amigos que eu tinha saíram, a geração é outra e não conheço muito a galera atual. Acompanhei para torcer para o clube e a minha safra antes, mas hoje acompanho pouco.

Fonte: Terra