Cruzeiro vence Ponte Preta e ultrapassa o Botafogo na tabela

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Com gols de Dedé, que no meio da semana falhou no triunfo sobre o Flamengo pela Copa do Brasil, e Borges, o Cruzeiro venceu a Ponte Preta, por 2 a 0, na noite deste sábado, pelo Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, reassumindo provisoriamente a liderança do Brasileirão. Foi a terceira vitória cruzeirense em oito jogos como visitante, melhorando um pouco o seu aproveitamento nessa situação.

Para se manter líder, ao fim da 16ª rodada, o Cruzeiro terá que ‘secar’ o Botafogo, que visita o quinto colocado, Atlético-PR, às 18h30, deste domingo, em Curitiba. O alvinegro carioca agora tem dois pontos a menos que a equipe celeste e vem travando duelo disputado a cada rodada com o time do técnico Marcelo Oliveira. Um empate no Paraná é suficiente para manter a equipe mineira na primeira colocação. Já a Ponte Preta, que foi dominada a maior parte do jogo, se manteve com 15 pontos e corre risco de entrar na zona de rebaixamento.

No primeiro tempo, Dedé marcou de cabeça, na etapa inicial, dando a volta por cima após falhar em gol que reduziu a vantagem celeste contra o Flamengo, pela Copa do Brasil. O segundo gol, na etapa final, foi do atacante Borges, que não vinha bem e acabara de desperdiçar ótima oportunidade, quando mostrou a vocação de artilheiro e balançou as redes da Ponte Preta. O jogo marcou ainda a estreia do volante Henrique, contratado no início do ano, envolvido na venda de Montillo ao Santos, que ficou todo esse tempo em recuperação médica.

No Cruzeiro, o técnico Marcelo Oliveira cogitou descansar alguns titulares, mas deixou apenas o lateral esquerdo Egídio de fora, optando em escalar os demais atletas. “Trocamos o Egídio, que estava em pior condição e vinha atuando mais, entrando o Everton, que tem toda a nossa confiança”, explicou o técnico Marcelo Oliveira, antes do início da partida. Já pelo lado da Ponte Preta, o time teve desfalque de última hora: o atacante William, artilheiro do Brasileiro, com 10 gols, foi vetado pelo departamento médico e substituído por Dennis.

O primeiro tempo começou com o Cruzeiro arriscando chutes de longa distância. Aos 4 min, foi a vez de Ricardo Goulart, que obrigou Roberto e espalmar a bola. No minuto seguinte, Souza bateu e o goleiro do time da casa pegou firme. A Ponte chegou ao ataque com algum perigo aos 9 min, mas Chiquinho finalizou sem pontaria. Mesmo atuando sem o mando de campo, o time celeste tomava mais a iniciativa, enquanto a equipe de Paulo César Carpegiani se posicionava em busca do contra-ataque.

Aos 22 min, o Cruzeiro abriu o marcador. Willian cobrou escanteio, da direita, e o zagueiro Dedé subiu mais alto que a marcação e cabeceou com força para colocar a bola nas redes. O gol não alterou o panorama. A Ponte Preta se defendia, enquanto o Cruzeiro atacava. O time de Campinas esbarrava na sua fragilidade ofensiva, sem conseguir ameaçar o gol defendido pelo goleiro Fábio.

Após os 30 minutos da etapa inicial, mais na base da vontade e correria do que na técnica e toque de bola, a Ponte Preta chegou mais à frente, mas não conseguia finalizar e Fábio seguiu com pouco trabalho. Antes do intervalo, o volante Souza, que havia levado cartão amarelo aos 29 min, sentiu um problema médico e foi substituído pelo jovem Lucas Silva.

O Cruzeiro voltou com a mesma formação que terminou a primeira etapa. Já na Ponte Preta, insatisfeito com a atuação, o técnico Paulo César Carpegiani fez logo duas alterações, no intervalo: tirou Magal e Dennis colocando Ramirez e Rafinha. A equipe da casa mostrava entusiasmo, mas o jogo estava equilibrado, embora o Cruzeiro criasse as melhores chances. Aos 10 min, por exemplo, Borges ficou livre, mas chutou fraco e facilitou a defesa de Roberto.

Depois de perder Souza, com dores na panturrilha esquerda, o Cruzeiro teve de gastar outra substituição por contusão. O lateral esquerdo Everton sentiu um problema e Marcelo Oliveira teve de colocar em campo Egídio, a quem quisera poupar, deixando no banco. Já a Ponte Preta mexeu no esquema tático, com a saída de um dos três zagueiros Diego Sacoman para a entrada do meia Giovanni.

A partida a este momento era fraca tecnicamente, com muitos erros de passes. Só que o Cruzeiro, com elenco mais forte, fez prevalecer essa diferença e aumentou a vantagem, aos 27 min, com Borges, que, no minuto anterior, havia desperdiçado uma incrível oportunidade. Esse segundo gol deixou a Ponte abatida e sem forças para reagir. O time mineiro voltou a abusar do direito de desperdiçar oportunidades e isso ajuda a explicar porque o placar não foi maior.

Fonte: UOL

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