Uma cena dura e marcante para os botafoguenses é a entrevista coletiva após a derrota para o Flamengo por 2 a 1, na final da Taça Guanabara de 2008, rotulada como “chororô” pelos rivais. O episódio aconteceu após o Botafogo ser prejudicado pela arbitragem de Marcelo de Lima Henrique e foi explicado pelo técnico Cuca na última terça-feira.

Em entrevista ao jornalista Alexandre Praetzel, do Esporte Interativo, Cuca assumiu a responsabilidade, mas misturou jogos distintos.

– Isso foi culpa minha. Eu já estava cansado de acontecer a mesma coisa sempre, na hora H ir contra o Botafogo. Não era chororô. Expulsaram o Dodô por gol legal que fez, tomou o segundo amarelo. Perdi o batedor de pênaltis, perdemos nos pênaltis. Fiquei tão puto que reuni os jogadores, era hora da minha coletiva, levei os caras. Falei que o Flamengo foi campeão, merecido, mas esses aqui mereciam também, não fosse o árbitro, que não vou falar o nome. Aí ficou chororô – contou Cuca.

– Depois um dirigente nosso, acho que o Montenegro, falou que reconhecia o campeonato do Flamengo, ali foi um extravaso. De fato foi, em relação ao grupo. Sei o quanto foi difícil montar aquele Botafogo, sem dinheiro, na dureza, devendo dois, três meses e o Bebeto (de Freitas, presidente) lá dando a cara a tapa. Quando entrava o dinheiro pagava quatro meses de uma vez só. Tinha dificuldade, mas tinha confiança. Isso valoriza o trabalho. Queria muito ter ganho alguma coisa com o Botafogo e não consegui – completou.

O jogo em que Dodô foi expulso por fazer o que seria o gol do título, mal anulado por Djalma Beltrami e Hilton Moutinho, foi a final do Campeonato Carioca de 2017. No mesmo ano, o time foi eliminado na semifinal da Copa do Brasil pelo Figueirense, em partida que a auxiliar Ana Paula Oliveira anulou dois gols legítimos. A final da Taça Guanabara de 2018 apitada por Marcelo de Lima Henrique teve polêmico pênalti de Ferrero em Fábio Luciano e uma série de erros contra o Botafogo.

Fonte: Redação FogãoNET e Esporte Interativo