Com a sombra de Rodrigo Aguirre, Rodrigo Pimpão ganhou duas injeções de ânimo neste meio de semana. Além de decidir o jogo contra o Bangu com um golaço, na última terça-feira, viu a filha Manuela nascer, no dia seguinte.

O camisa 7 do Botafogo vinha sendo cobrado pela torcida, sobretudo pelo início de ano pouco artilheiro – contra o Bangu, pela Taça Rio, marcou apenas o seu segundo gol em 2018, sendo que o primeiro, contra a Aparecidense, pela Copa do Brasil, se deu pouco antes de ser expulso e virar alvo de críticas.

A tendência é que Pimpão eleve o nível de performance e cresça na parceria com Moisés, lateral-esquerdo que mal chegou e já está em alta. E, mesmo que as bolas do atacante não estejam saudando as redes com frequência, há um quesito em que o jogador de 30 anos lidera no Carioca: o drible.

De acordo com o site especializado Footstats, Rodrigo Pimpão é o atleta (entre os clubes grandes) que mais arrisca no mano a mano, com 14 dribles em dez partidas (média de 1,4 por jogo), ao todo.

Já em relação a acertos, Pimpão só fica atrás de Gilberto, ala do Fluminense e revelado pelo próprio Botafogo. Em oito jogos, o defensor do Tricolor acumula nove dribles certos e apenas um errado, enquanto Pimpão, com dois duelos a mais, tem o mesmo número de fintas bem-sucedidas.

– A cada dia a gente aprende coisa nova. Quando Felipe (Conceição) assumiu, eu falei que estava aprendendo coisa nova. Não é por ter 30 anos que vou parar de estudar o futebol. Falam que a carreira é curta, mas a gente sempre aprende. Não pode parar no tempo. Tem que se aperfeiçoar, e entrar em campo sempre sabendo o que tem que fazer – entende o jogador.

Com o motivado e arisco Pimpão entre os prováveis titulares, o Botafogo volta a campo neste domingo, às 17h (de Brasília), para encarar o Volta Redonda, no Estádio Raulino de Oliveira. O duelo será válido pela quinta rodada da Taça Rio.

Será mais uma oportunidade de o camisa 7 comprovar a boa fase. E olha que uma expulsão na Copa do Brasil poderia ter aumentado o peso sobre os ombros dele. Na ocasião, o Glorioso acabou eliminado pela Aparecidense.

– Vejo o que as pessoas falam. Não me sinto culpado, a gente já viu vários jogos em que um time com dez jogadores venceu. Mas se eu tivesse segurado, quem sabe a gente não tava classificado. Agi de forma inadequada. Não deveria ter xingado, não é do meu feitio. Mas a gente não vive de passado. A gente vive de presente e futuro. Agora é evitar esse tipo de coisas para não fazer novamente – prega o atacante.

Fonte: Terra