Erik foi o último reforço do Botafogo em 2018. Sem espaço no Atlético-MG, foi novamente emprestado pelo Palmeiras, desta vez ao Alvinegro, que apostou no atacante para a disputa do returno do Campeonato Brasileiro – uma vez que ele não pôde ser inscrito na Sul-Americana. E o que seria apenas uma “ficada sem compromisso” virou “casamento” em poucos jogos.

O “noivado” foi consolidado no clássico contra o Flamengo, em um período no qual o Botafogo corria sérios riscos de rebaixamento e o arquirrival, no Estádio Nilton Santos, ainda alimentava o sonho do título. Erik abriu o caminho da vitória pela 33ª rodada (2 a 1) e aumentou os passos para tornar-se o protagonista que o torcedor não vê há algumas temporadas no Glorioso.

Escorado à renovação de Erik, que se deu muito pela vontade do jogador, o “Lance!” lista cinco motivos que devem levá-lo a ser protagonista marcante, e até ídolo do ataque, algo que o botafoguense não conta desde Loco Abreu e Herrera, que também foram contratados sem muito alarde. Confira:

COSTUMA CHAMAR A RESPONSABILIDADE

Na mesma semana de seu anúncio, Erik estreou pelo Botafogo (25 de agosto), pela segunda rodada do returno do Brasileiro, e foi bem. Depois, oscilou e tardou a marcar o primeiro gol, que surgiu seis jogos depois, contra o Vitória.

Erik chegou a ficar dois jogos como opção no banco, porém, na reta final, quando o Alvinegro engatou uma ótima sequência e se livrou da queda, o camisa 11 foi fundamental, sobretudo no já citado clássico e, na antepenúltima rodada, diante do Internacional, quando marcou o único gol do triunfo.

E mais: na despedida de Jefferson, Erik marcou os dois gols da vitória e deu um novo sabor ao adeus do goleiro e ídolo. Já neste ano, motivado pela renovação, o atleta de 24 anos voltou a chamar a responsabilidade e decidiu contra o Defensa y Justicia, pela Sul-Americana, após um golaço no último lance.

POLIVALÊNCIA NO ATAQUE

Um fator que pesa para a nossa temática é a polivalência de Erik. Desde que chegou ao Botafogo, atuou mais pelo lado direito do ataque, mas, nesta temporada, com um elenco mais enxuto, tem sido aproveitado por dentro com Zé Ricardo, um pouco atrás de Kieza, e até como referência (falso 9).

Contra o Boavista, na primeira vitória do Botafogo em 2019, Erik foi festado como um articulador e, assim, marcou o seu primeiro gol e teve o melhor rendimento neste ano. Já contra o Campinense, Erik atuou os minutos finais como centroavante, com liberdade para deslocamentos. As mudanças têm dado certo e somado pontos a favor de Erik.

ARTILHEIRO DA ERA ZÉ RICARDO

Principal trunfo ofensivo de Zé Ricardo, Erik é o artilheiro da “Era” do treinador, que chegou ao Botafogo no início de agosto. Ao todo, Erik soma sete gols em 23 partidas, com dois de vantagem em relação a Luiz Fernando. Para contribuir com a sua relevância, acumula ainda quatro assistências.

RÁPIDA IDENTIFICAÇÃO COM TORCIDA

A torcida adotou Erik rapidamente, embora o primeiro gol do atacante tenha demorado a sair. O nome do atacante costuma ser o mais entoado quando anunciado no telão do Nilton Santos. Como forma de reconhecimento às suas boas atuações, a torcida também o chama de “The Flash” e “Pelerik”, apelidos que o próprio jogador brinca e entra na onda dos torcedores.

Durante o imbróglio em dezembro e parte de janeiro, quando o Palmeiras sinalizara a intenção de vender Erik, e não emprestá-lo novamente, os botafoguenses comentavam frequentemente nas redes sociais do jogador e pediam a sua permanência no Glorioso para 2019.

CARISMA E INTERAÇÃO NAS REDES SOCIAIS

Por falar nas redes sociais, Erik está sempre conectado e interagindo com o torcedor. Em uma brincadeira promovida pelo Botafogo no Twitter, o jogador chegou a brincar afirmando que o torcedor ganharia desconto nas lojas oficiais do clube se comprasse o uniforme com o número 11 às costas.

Solícito com os fãs e a imprensa, Erik também costuma responder a postagens de perfis de torcedores e alimentar memes, zoeiras – e elogios, é claro. Na última quarta, o jogador foi ao Twitter de um desses perfis (BFR Notícias) e comentou com um apelido de Alex Santana, em vídeo do golaço do meia contra o Campinense. A “mitagem” viralizou entre os alvinegros e impulsionou a boa imagem com a arquibancada.

Fonte: Terra