A crise financeira acarretada pela pandemia de coronavírus fez com que o Botafogo fizesse cortes no quadro de funcionários. Na lista, porém, um nome bastante conhecido da torcida alvinegra: Sebastião Leônidas. Aos 83 anos, o ex-jogador do Glorioso era empregado do clube e, atualmente, estava na função de observar jogadores no processo seletivo para base.

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A demissão não caiu bem junto à torcida, que fez reclamações na página oficial do clube em redes sociais. “Leônidas era uma bandeira nossa”, ressaltou um perfil dedicado aos alvinegros. A diretoria, inclusive, foi chamada de covarde pelo ato.

Sebastião Leônidas, ou apenas Leônidas, foi um zagueiro que marcou época no Botafogo na década de 60, um dos períodos mais vitoriosos do time de General Severiano. Quando jogador, ficou marcado pela habilidade e também pelo fato de ser ‘exímio’ em fazer linha de impedimento, segundo Mário Jorge Lobo Zagallo.

Pelo Botafogo, foi bicampeão carioca, em 1967 e 68, além de ter conquistado a Taça Brasil de 1968, que posteriormente foi considerado Campeonato Brasileiro. Esteve presente ainda no Torneio Internacional de Caracas em 1967, 1968 e 1970, competições que recentemente o Alvinegro indicou como sendo Mundial.

Ainda dentro das quatro linhas, defendeu a seleção brasileira e quase esteve na Copa do Mundo de 70, tendo sido cortado por uma lesão pouco antes de a delegação embarcar para o México.

Após se aposentar, permaneceu no Botafogo, primeiramente como auxiliar e, depois, como técnico. Logo que assumiu o cargo, realizou uma reunião com o elenco para que se colocasse em pauta a necessidade de se adotar um estilo de jogo à base da troca de passe.

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“Os jogadores ficaram satisfeitos, já que há muito não tinham diálogo e quase todos falaram, opinando sobre a conduta do time”, disse, segundo registro do site “Ludopedio”.

Foi sob o comando dele que o Glorioso foi vice do Brasileiro de 1972 e aplicou a goleada por 6 a 0 sobre o Flamengo, vitória que rendeu anos de gozação dos alvinegros sobre os rubro-negros.

Posteriormente, passou a ajudar na formação de jovens, conquistando títulos na base. Mais recentemente, atuava na observação de jogadores no processo seletivo.

E o elenco?

Muitos dos torcedores ressaltaram que a diretoria poderia ter feito cortes nos salários do elenco antes de realizar demissões, principalmente a de Lêonidas. Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente e atual membro do conselho gestor, explicou recentemente o motivo de tal atitude não estar em primeiro plano.

“A gente entende que isso [coronavírus] foi uma fatalidade. Os jogadores sempre tiveram paciência quando nós atrasamos [o salário], e que é nosso dever não tentar diminuir. Até pelo menos esse mês tudo vai continuar normal. Tudo pode ser revisto no futuro se a situação não melhorar. Se demorar três, quatro meses [para as competições voltarem] vamos conversar com os jogadores. Estamos administrando aos poucos”, afirmou, ao jornal LANCE!

Fonte: UOL