Dependente de Seedorf e RM, Botafogo raramente vai bem quando eles não brilham

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É lugar-comum entre os jogadores de futebol afirmar que nenhum atleta é mais importante do que o outro ou que a força do grupo é que faz a diferença, seja para o sucesso ou para o fracasso. Contudo, em se tratando de Botafogo, dois nomes realmente ditam o ritmo da equipe: o atacante Rafael Marques e o apoiador Seedorf.

No Campeonato Brasileiro, o Alvinegro conseguiu 14 vitórias. Deste total, só três (Cruzeiro, no primeiro turno, e Corinthians e Santos, no segundo) foram alcançadas sem a interferência direta de um deles, seja com gols ou passes.

E quando eles não brilham, a tendência é a de que o Bota saia derrotado. Afinal, Rafael e Seedorf não foram efetivos em sete das oito vezes em que o Glorioso perdeu. A única vez que um dos dois fez algo e o time perdeu foi na partida contra o Grêmio, pelo primeiro turno. Na ocasião, os gaúchos venceram por 2 a 1 e o holandês fez o gol de honra.

A queda de produção deles durante o Brasileirão também pode ser apontada como um dos fatores que fizeram o time sair da briga pelo título. Na sequência de cinco jogos sem vitórias dentro da competição, a única “ajuda“ da dupla foi uma assistência de Rafael Marques para Bolívar, no empate com o Fluminense.

O camisa 20 creditou as estatísticas favoráveis à experiência da dupla e o fato de serem atletas que tentam muitas jogadas individuais.

– Somos os jogadores que fazem mais jogadas individuais. O importante é que o time não dependa de mim e do Seedorf. Até para dificultar a marcação dos adversários. Temos de ter um bom rendimento para a bola entrar. O fato de sermos mais experientes e jogadores de criação ajuda nisto – disse o atacante.

Com Lodeiro em má fase, Elias lesionado e um revezamento entre Gegê, Octávio e Hyuri na vaga que era de Vitinho, a responsabilidade seguirá caindo nos ombros de Rafael Marques e Seedorf. Aos alvinegros, resta torcer para que voltem a fazer a diferença.

Fonte: Lancenet!

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