– Isso que vou irradiar com os jogadores, fazer jogo de protagonismo, onde eles sejam valorizados, e como consequência disso conseguir os resultados que nos interessam.

As palavras acima foram proferidas por Eduardo Barroca, logo em sua apresentação como novo técnico do Botafogo. E o tal “jogo de protagonismo” passa muito pela uma aposta ainda maior que o Alvinegro deve ter em relação aos jogadores que vieram das categorias de base.

Pelo que se tem visto nos treinos, quase todos aberto à imprensa desde a chegada de Barroca, Bochecha, Wenderson e Igor Cássio são jogadores que devem receber mais espaço quanto ao que vinham recebendo com Zé Ricardo, por exemplo. O centroavante, aliás, acabou pulando um degrau com a saída de Kieza, enquanto os dois primeiros possuem grandes chances de entrarem na equipe titular para a estreia do Brasileiro, neste sábado, contra o São Paulo.

Em contato ao LANCE!, Felipe Conceição comentou a respeito de alguns jogadores que trabalharam com ele na base, assim como ocorreu com Barroca, e da promissora ajuda da garotada, tanto no quesito esportivo quanto no financeiro, futuramente.

– A maioria desses atletas (hoje no profissional) trabalhou durante muito tempo comigo na base e outros já no profissional. Acredito que todos eles possam contribuir neste momento. A dificuldade financeira do clube vira uma grande oportunidade, e eles devem aproveitar. A irregularidade é natural nesse período de transição que a maioria está passando, mas, com paciência e confiança, muitos irão trazer frutos ao clube a curto, médio e longo prazo – disse Conceição, lembrando o período no qual o seu trabalho na base do Glorioso rendeu bons frutos:

– Trabalhei com várias gerações nos anos de treinador na base do clube (de 2013 a 2016). Quando cheguei ao sub-15, em 2013, o Botafogo buscou mudar a sua metodologia de treinamento e todos os integrantes daquela estrutura contribuíram para o crescimento da base do clube. Naquele momento, encontrei a geração 1998, que tinha o Matheus Fernandes e o Luiz Henrique, que já saíram do clube, além de Rickson e Wenderson. Mais tarde foram incorporados ao grupo o Fernando Costanza, o goleiro Diego e o Igor Cássio. Em 2014, já como treinador do sub-17, cheguei a treinar o Kanu, em um ano que foi criado um grupo sub-18 para disputar um torneio internacional (Zayed Cup). E nesse grupo foram inseridos os atletas Marcinho e Yuri, dos que estão no grupo atual. Todo esse processo culminou no título do torneio internacional e no vice da Copa do Brasil sub-17, em 2015. Depois, em 2016, já com o treinador Barroca no sub-20, foram campeões do Brasileiro.

– A chegada de um treinador que conseguiu dar sequência no bom trabalho feito com esses atletas na base do Botafogo traz a esperança que eles possam ser mais e melhor aproveitados no profissional – concluiu Felipe, atualmente auxiliar permanente do América-MG, função que exerceu durante dois anos no Botafogo e com a responsabilidade de estimular as transições dos jovens.

Em delicada crise financeira, o Botafogo mostra que não apostou em Barroca à toa. O sucesso do técnico na base e a facilidade de trabalhar com jovens que já conhece podem ser a chave do sucesso. E o primeiro desafio será neste sábado, às 16h (de Brasília), diante do São Paulo, no Morumbi.

TODOS OS JOGADORES ORIUNDOS DA BASE NO ELENCO:

Goleiro: Diego
Laterais: Marcinho, Fernando, Jonathan e Victor Lindenberg
Zagueiros: Marcelo, Kanu e Helerson
Meio-campistas: Bochecha, Wenderson e Rickson
Atacantes: Yuri e Igor Cássio

Fonte: Terra