Dentro das limitações sabidas, o Botafogo mostrou evolução, está invicto há quatro jogos e voltou a subir – mesmo que pouco – na classificação do Campeonato Brasileiro. O desempenho ofensivo melhorou, muito por conta da maior consistência de Luiz Fernando e da boa fase de Erik. O que se espera, e poderá impulsionar a fuga da briga contra a degola, é o brilho dos dois pontas ao mesmo tempo.

A próxima chance é contra o Ceará, nesta segunda-feira. Num ano em que os agora chamados de “extremos” demoraram a se justificar e a se afirmar no Glorioso, a mais competente dupla utilizada por Zé Ricardo alterna bons e maus jogos. Quando um se destaca, o outro é discreto. Contra o Vasco, na última terça-feira, foi a vez de Luiz Fernando fazer gol e Erik jogar menos do que de costume.

– Contra o São Paulo, ele (Erik) iniciou bem. No segundo tempo, houve um desgaste. Hoje (terça) foi um pouco parecido, e o nosso crescimento na temporada passa por ele. Ele está bem e à vontade, com muito comprometimento. Daqui a pouco ele volta a realizar boas partidas – previu Zé Ricardo, após o último jogo.

A amostragem é pequena, diga-se. São oito jogos apenas, os oito que Erik disputou pelo Glorioso até aqui – não poderia atuar pela Copa Sul-Americana por ter sido inscrito anteriormente pelo Atlético-MG. Somente no primeiro, com a assistência para o gol de Luiz Fernando no empate com o Cruzeiro, eles brilharam juntos.

Zé Ricardo parece ter encontrado a formação ideal para o momento da equipe com os dois citados entre os titulares, mas tem plano B. Rodrigo Pimpão, com quem a torcida alvinegra cultiva relação de amor e ódio, vive fase em que é, quase sempre, pedido pelas vozes da arquibancada. Se os titulares não derem conta, ele deve entrar para tentar.

Fonte: Terra