A fratura em um dos dedos da mão direita do goleiro Gatito Fernández proporcionou ao experiente Diego Cavalieri voltar a jogar após 15 meses. Aos 36 anos, ele foi contratado pelo Botafogo para ser reserva e sabia que praticamente seria utilizado apenas nas convocações do titular para a seleção paraguaia.

Para a infelicidade do companheiro de posição, o afastamento dos campos está previsto por pelo menos um mês. Com sorte, o titular estará com o seu país nos amistosos contra Peru e México, dias 22 e 26 de março, respectivamente.

Mesmo que se recupere rapidamente, Gatito dificilmente defenderá o Botafogo em março, o que fará Cavalieri ter uma sequência de jogos que não vivencia desde o final do ano de 2017. Até o jogo contra o Volta Redonda, por exemplo, ele havia atuado pela última vez em 3 de dezembro de 2017, quando ainda defendia o Fluminense.

Em 2018, o goleiro esteve no Crystal Palace, da Inglaterra, e não realizou nem uma partida sequer. Os 15 meses de ausência foram sofridos, com natural perda do tempo de bola, ritmo e necessidade de trabalhar bastante para retomar a forma.

Para ter uma ideia, Cavalieri não vivia um período com tão poucos jogos há pelo menos dez anos. Quando deixou o Palmeiras, em 2008, em direção ao Liverpool, ele fez apenas dez partidas em pouco mais de um ano. Depois, ainda atuou uma vez pelo italiano Cesena antes de retornar ao Brasil para defender o Fluminense.

Agora, já na possível reta final de carreira, o goleiro tem a chance de provar a qualidade e importância no elenco do Botafogo. Voltar a jogar, no momento, já é o seu maior prêmio.

Fonte: UOL