Diego Giaretta exalta foco para Botafogo estar sempre no G-4: ‘Estamos muito felizes’

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Por FogãoNET

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Devido as Eliminatórias Sul-Americanas para Copa do Mundo de 2018, o Botafogo teve a semana toda de treinamentos, 15 dias de preparação até a partida contra o Bragantino. O zagueiro Diego Giaretta contou como o time aproveitou o tempo sem jogos na Série B.

“É coisa que não tínhamos. Estávamos em uma sequência. O mês de setembro, para nós, foi muito complicado, delicado, pelo fato de serem, se não me engano, sete ou oito jogos no mês. Então seja, uma sequência muito árdua. Jogos terça, sábado, viaja, chega, mal fica em casa. Então, era assim, era só descansar e jogar, descansar e jogar. Não tinha como trabalhar a parte física, não tinha como fazer nada, pelo contrário. Se forçasse, o risco de lesão era muito grande. E graças a Deus, devido a essa parada, foi onde nós conseguimos dar ênfase. O próprio professor Ednilson fez um trabalho excelente, tem feito uma excepcional programação para nós, para que esses últimos nove jogos que faltam, a gente possa entrar bem e possa ter perna. Mas é normal, é aceitável. Graças a Deus, se eu não me engano, tivemos só a lesão do Fernandes, o resto foi tudo questões musculares e coisas só de repouso mesmo, de dar um check-up, mas, infelizmente, a situação do Fernandes foi um pouco mais grave. Mas tirando isso, o nosso pessoal da fisiologia, todo nosso pessoal da parte física, tem feito um trabalho que realmente poderíamos fazer agora, para que a gente possa buscar forças novamente, nos preparar, e levar esses nove jogos até o final sem problema algum”.

O Botafogo teve um mau momento na competição, quando chegou a perder a liderança, teve ameaçada a vaga no G4, e a troca do técnico René Simões por Ricardo Gomes. Giaretta revelou que o foco da equipe em se manter entre os quatro primeiros foi fundamental para retomada da ponta da tabela, fora o rápido entendimento das ideias do novo comandante.

“Foi o foco. Eu acho que a gente manteve uma estratégia que tivemos no Estadual, que era nunca sair dos quatro primeiros. No estadual foi assim também, nos mantivemos entre os quatro. Mas eu acho que é esse foco. Tivemos uma fase difícil, um tempo que nós passamos depois do jogo do Paysandu, quando perdemos em casa, depois perdemos para o CRB, perdemos aquela margem que nós tínhamos conquistado, mas graças a Deus retomamos de novo. Teve a mudança do treinador. Assimilamos, creio que rapidamente, a ideia do Ricardo Gomes, a equipe voltou a crescer, e hoje, graças a Deus, estamos próximos do nosso objetivo, que é a classificação, e estamos muito felizes”.

Diego Giaretta, que em sua primeira passagem pelo Glorioso, no ano de 2009, lutou e conseguiu evitar o rebaixamento do clube para Série B, fez uma comparação daquele momento com o atual.

“Eu creio que hoje está mais tranquilo. Aquela situação que eu vivi a primeira vez, em 2009, foi um pouco mais complicada, porque os nossos jogos eram muito tensos. Eu cheguei de empréstimo em julho ou agosto, e já estava em uma situação bem complicada, beirando a zona de rebaixamento. Os jogos foram muito tensos, e jogos muito importantes. Por outro lado, eu creio que as vitórias foram mais difíceis de conquistar, e automaticamente mais saborosas. Por exemplo, nós ganhamos do Inter, lá no Beira-Rio, com um homem a menos. O André Lima foi expulso, foi um jogo terrível, e suportamos a pressão até o final. O próprio jogo do Palmeiras, aqui, que foi 2 a 1. O Palmeiras estava brigando por Libertadores, com o time completo, um jogo muito difícil, onde tínhamos que ganhar de qualquer jeito, o empate nos rebaixava. O cenário era outro, era de tensão durante a semana, até porque não eram jogos comuns que nós íamos pegar. Pegava o Cruzeiro lá em Belo Horizonte, depois pegava o São Paulo em casa, aí saia de novo. Então, assim, jogos muito difíceis, mas graças a Deus, o que me marcou bastante e me fez ter uma primeira visão e uma sensação de jogar o Botafogo, foi aquela minha passagem em 2009, até porque tivemos êxito no final, conseguimos salvar a equipe. Não fiquei por detalhes, porque estava emprestado, enfim, foi uma confusão, e eu lamentei muito por não ter continuado. Mas agora é outro ar, graças a Deus, hoje jogamos em busca do acesso, somos líderes, então é diferente. E claro, eu entrei aqui desde a pré-temporada, peguei o trabalho todo desde o começo, então isso é muito mais fácil, é bem melhor assim. E naquela época eu já cheguei com a corda no pescoço, a água já estava quase nos encobrindo. Mas enfim, agora hoje não, graças a Deus, quero que continue assim nas rodadas que faltam, para que a gente possa ser felizes e marcar mais uma vez a história no Botafogo”.

Por desavenças com a prefeitura, que comunicou ao clube que vai realizar obras nos setores atrás dos gols do Engenhão, o Botafogo pensa em mandar os jogos contra Bahia, Santa Cruz e América Mineiro no Maracanã, já que a capacidade do Estádio Nilton Santos será reduzida. Giaretta analisou as vantagens e desvantagens na troca de casa.

“Ruim porque é a nossa casa. Sem dúvida alguma a gente tem uma eficiência muito grande dentro de casa, temos provado isso. Se não me engano perdemos apenas um jogo, contra o Paysandu, em casa, na Série B. E o bom é que é o Maracanã. Nós tivemos o privilégio de jogar a final do estadual lá, a maioria dos clássicos foi no Maracanã, também. É um palco diferenciado. Mas eu creio que sendo o único time do Rio na Série B, que pode jogar no Maracanã nesse final de ano, creio que para gente é um privilégio. Não vai mudar tanto. Creio que nossa torcida vai também, vai nos apoiar, independente de onde for. É um palco diferenciado, e um privilégio para nós jogadores. Creio que ninguém vai achar ruim por causa disso, pelo contrário. Mas enfim, creio que se mudar para o Maracanã, não irá fazer uma grande diferença para gente, não”.

O Botafogo volta a campo no próximo sábado (17), contra o Bragantino, às 16h, no Estádio Nilton Santos.

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