O papel de franco atirador ficou para trás, juntamente com o vice-campeonato carioca. Com um equipe formulada especificamente para a Série B do Brasileiro, o Botafogo não admite ficar fora do G-4, que dá acesso à elite do futebol nacional no fim desta temporada. Este é o pensamento alinhavado entre diretoria, comissão técnica e jogadores.

A responsabilidade do grupo aumentou com o início do Brasileiro e qualquer tropeço terá repercussão muito maior do que os pontos perdidos no Estadual.

“Agora acabaram as desculpas. Temos que ganhar todos os jogos na Série B. Nosso desempenho será cobrado. Todo mundo está sabendo disso e estamos encarando cada jogo como se fosse uma final. O que aconteceu no ano passado não é culpa nossa, mas a responsabilidade de subir a equipe cabe a nós, sim”, afirmou o zagueiro Giaretta.

Se a atuação na vitória sobre o Paysandu não convenceu, o resultado foi suficiente para que o Botafogo largasse no pelotão da frente.

Uma vitória na segunda rodada, sábado, diante do CRB, pode colocar o Glorioso na liderança ou, pelo menos, no G-4, objetivo de René Simões e seus comandados. Jogando no Nilton Santos, a pressão pelos três pontos será ainda maior.

“Pela experiência que já tive de Série B, sei que jogo em casa é de suma importância. Se ganharmos todos os jogos em casa, dificilmente não vamos brigar pelo acesso. É de suma importância que dentro de casa façamos o nosso dever”, alertou Giaretta, que já disputou a competição por Grêmio Barueri e Atlético-GO.

Na tarde de ontem, os titulares retomaram as atividades no gramado. Depois de um forte treino físico, eles foram divididos em três grupos por René Simões, que exigiu marcação por pressão. A ideia é sufocar o CRB no sábado para matar logo a partida e evitar qualquer possibilidade de tropeço.

A diretoria tem expectativa de casa cheia. O confronto acontece justamente no dia em que Nilton Santos completaria 90 anos e que foi batizado de ‘Dia do Botafogo’. Os 25 mil ingressos começam a ser vendidos hoje e os preços variam entre R$ 20 e R$ 60.

Fonte: O Dia Online