Para encarar o Corinthians na batalha para sair da zona de rebaixamento, o Botafogo poderá com um jogador que está acostumado a jogos complicados. O lateral Diogo Barbosa fez sua estreia como profissional justamente em um clássico contra o Flamengo, em 2010.

Atuando pela equipe Sub-23 do Vasco, ele foi convocado para o time principal depois de se destacar em uma partida contra o adversário deste domingo, em São Januário. O elenco cruz-maltino sofria com um grande número de desfalques.

“Achei que era só para treinar e fui muito bem. Daí o treinador Paulo César Gusmão me chamou: ‘Se eu te colocar na partida, você vai jogar ou vai pipocar para o Léo Moura?'”, contou o atleta, ao ESPN.com.br.

“Respondi: ‘Eu vou jogar, vou deitar no Léo Moura’. Ele disse: ‘Era isso mesmo que eu queria ouvir’. Só que ele estava brincando, mas como era garoto acabei levando a sério”, contou aos risos.

O desafio do técnico ficou na cabeça do jovem, que ficou muito ansioso antes da partida.

“Caraca, dormi mal demais a semana toda. Ainda joguei muito bem e isso deu aquela impulsão na minha carreira”, recordou.

O empate por 1 a 1 no Engenhão não sai da memória do jogador, que tinha apenas 18 anos à época.

“Era o que eu mais buscava e era muito jovem. Tenho o PC como um dos maiores responsáveis. Ele me buscou para jogar mesmo com tantas opções e sempre confiou em mim”, agradeceu.

Mesmo com o bom desempenho no clássico, ele foi pouco aproveitado em São Januário.

“Eu achei que era uma realidade, projetei várias coisas que me frustraram. Por ser jovem e não ter uma regularidade jogando você oscila muito. Como acabei sendo emprestado ficava muito triste com isso”, lamentou.

‘QUERO SER ÍDOLO DO BOTAFOGO’

Após ser cedido ao Sport, Diogo passou por Guarani, Coritiba e Atlético-GO, clube no qual viveu um dos momentos mais complicados da carreira.

“Estava com muita dor na coxa e pedi um antinflamatório, mas o médico era um pouco mais velho. Ele passou um que não poderia ter tomado. Estava na súmula do jogo e tudo mais”, recordou.

O lateral foi pego no exame antidoping e precisou cumprir o gancho no começo de 2015. “O médico foi banido e peguei a pena mínima de três meses. Isso foi muito difícil. Fiquei sem jogar o estadual inteiro e só voltei na quarta rodada do Campeonato Brasileiro”, afirmou.

“O Goiás me deu todo apoio e estrutura para passar por isso. Sou muito grato, tive psicólogo e o clube me ajudou muito. Depois fiz um ano bom, pena que caímos no Campeonato Brasileiro”, afirmou.

Apesar do rebaixamento, Diogo foi um dos destaques da equipe esmeraldina e chamou atenção de vários clubes. No começo deste ano, ele foi contratado pelo Botafogo.

“O [técnico] Ricardo Gomes é um cara que depositou confiança em mim. Cheguei com desconfiança por ter vindo de um time rebaixado. Depois, fui ganhando a confiança de todos com as partidas que fiz e cresci”, analisou.

“Estou feliz porque é um clube no qual me sinto bem em casa. Quero ficar muito tempo aqui e criar identificação não quero mudar toda hora não é bacana. Quero ter isso para mim e um dia ser ídolo e campeão. Seleção brasileira um dia será uma consequência do trabalho”, afirmou.

Agora, Diogo espera com seu futebol ajudar o Botafogo subir na tabela e sair do risco de rebaixamento.”Quero fazer de tudo para ajudar o pessoal, me dou bem com todos e isso me ajuda muito. Eles me acolheram bem demais e preciso dar retorno a eles”, finalizou.

Fonte: ESPN.com.br