Diretor-executivo do Ibope Repucom e botafoguense, José Colagrossi é um dos mais entusiasmados com o projeto Botafogo S/A, que transformará o futebol do clube em empresa, separará das outras áreas e permitirá investimento externo. Em entrevista ao site “Fogo na Rede”, ele comentou que a única saída no horizonte.

— Entendendo que seria um trabalho de longo prazo, projeto estar de volta ao futuro. Além disso, projeto o fim deste ciclo de derrotas, fracassos, frustrações e apequenamento que dominou a história do clube neste século. Não existe plano B. Enfim, ou fazemos isso ou iremos virar um América, com todo o respeito ao Mequinha, claro – afirmou Colagrossi.

– A torcida não está se renovando, estamos ficando acostumados à mediocridade, a torcida sempre é para não cair, e a indignação fica cada vez mais contida. Portanto, falo de “salvação” com enorme preocupação mas responsabilidade na minha afirmação – garantiu.

Com o clube-empresa, o Botafogo buscará a profissionalização, com fim do modelo amador de gestão. José Colagrossi considera que esse é o caminho.

— Não posso falar pelo clube nem pela equipe que lidera esse processo pois não sou parte formal deste esforço. Colaboro apenas como torcedor. Entretanto, falando genericamente sobre gestão de futebol como um todo, posso afirmar que a diferença entre o profissional e o amador é a diferença entre o bem feito e o feito mais ou menos. Digo sempre aos meus alunos na ESPM, Trevisan e Insper, que o único “amador” que teve sucesso consistente no Brasil foi o Amador Aguiar, fundador do Bradesco – acrescentou.

Fonte: Redação FogãoNET e Fogo na Rede