Com um elenco modesto e sem estrelas, o técnico Eduardo Barroca quer utilizar uma receita caseira para que o Botafogo possa crescer no decorrer da temporada: a disputa interna. Na vitória contra o Fortaleza, no último domingo, no Nilton Santos, o treinador pôde fazer observações e, apesar dos elogios a alguns nomes, garantiu que vai escalar a equipe de acordo com o que analisar no decorrer dos treinamentos.

Ao colocar à mesa o modo como pretende trabalhar, Barroca deu indícios de que mesmo buscando um entendimento entre os jogadores, não imagina um time “engessado” em relação à ocupação das posições.

“Acho fundamental ter hábito coletivo, entrosamento, mas não abro mão da competitividade na posição. Tem competição dele mesmo, na posição e a competição na hora do jogo. Tomo minhas decisões pautado em critério, coerência e nesses três pontos”, disse.

Algumas posições, neste quesito, ganharam mais notoriedade após o duelo, como a lateral direita e o setor à frente da zaga. No caso da ala, Marcinho vinha sendo titular, mas Fernando ganhou chance e agradou. Os dois, inclusive, foram utilizados – Marcinho entrou aos 12 minutos do segundo tempo na vaga de Fernando.

“Ainda é um pouco cedo para falar do próximo jogo. Gostei muito da atuação do Fernando. Mas não posso deixar de falar do Marcinho, um cara especial para todos nós e que vem uma sobrecarga grande. Conversei com ele ontem. Em momento algum ele transferiu essa sobrecarga para outra pessoa ou situação. Ele sabe que precisa melhorar. É profissional, está trabalhando para isso”, ponderou.

Já no meio, Gustavo Buchecha, que já trabalhou com Barroca no sub-20 do próprio Botafogo e tem a confiança do treinador, começou o Brasileiro com vaga no time, porém, Alex Santana ganhou chance e fez o gol do triunfo sobre o Fortaleza:

“Gostei muito da entrada dele. Mas a competição está aberta para todos. Alex foi decisivo, entrou bem. Já tinha entrado bem contra o Bahia. Vamos treinar, ver como eles retornam, como eles competem, para poder fazer a escolha”.

Esses são dois exemplos que podem ser usados neste começo de trabalho do treinador, que busca, no clássico com o Fluminense, no sábado, a terceira vitória consecutiva. E novos ainda podem surgir. Diego Souza vem atuando como centroavante, mas o próprio treinador não esconde a busca da diretoria por uma camisa 9 – recentemente, Kieza foi emprestado ao Fortaleza.

Fonte: UOL