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Dudu Cearense sonha com Seleção e diz que foi chamado de ‘maluco’ ao ir pro Bota

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Por FogãoNET

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Nenhum jogador representa melhor a campanha de recuperação do Botafogo do que Dudu Cearense. O meia de 33 anos já viveu dias de glória com passagens pela seleção brasileira e foi cobiçado por Real Madrid. Mas também conheceu o desemprego e precisou atuar na terceira divisão do Campeonato Brasileiro antes de voltar à elite do futebol.

“Tive que passar por tudo isso para evoluir como ser humano e atleta. Sei muito bem como é roer osso e hoje comer o filé mignon. Na Série C você tem muitas dificuldades, viagens de ônibus de Fortaleza até Marabá ou Salgueiro. As pessoas não imaginam como é. Por isso, dou muito mais valor ao que tenho hoje”, disse o jogador, ao ESPN.com.br.

Há dois anos, ele viveu um dos momentos mais difíceis de sua carreira, depois de sair do Maccabi Netanya, de Israel. Como as inscrições para a temporada estavam encerradas e estava sem empresário, Dudu cogitou seriamente pendurar as chuteiras.

“A vida nos surpreende. Comigo não foi diferente. Fiquei sem clube e pensei até em me aposentar porque é difícil ficar sem perspectiva de voltar. Quando você está jogando lá fora ficam com um pé atrás porque não estão te vendo no dia a dia. Mesmo eu tendo jogado na seleção e tendo um certo nome e história”.

“Não tinha empresário e fui atrás de algum clube. Imagine ser atleta e ainda ter que negociar tudo isso? Isso me fazia perder o foco na profissão e me colocar em situações desnecessárias”.

Em janeiro de 2015, o meia acertou sua volta ao mercado do Brasil, mas longe do que estava acostumado. “Não imaginava que iria jogar uma Série C, mas recebi um convite do Fortaleza que é um grande clube com uma torcida fantástica. Fui com a maior alegria e confiava muito em mim”.

“Foi o ano mais difícil da minha carreira, peguei um treinador que não confiava em mim. Mesmo assim superei e conquistei a torcida com muito trabalho mesmo”.

Com boas atuações na terceira divisão brasileira de 2015 e principalmente nos confrontos diante do Flamengo na Copa do Brasil deste ano, o Botafogo se interessou pelo atleta de 33 anos. Mesmo com a equipe alvinegra na zona de rebaixamento, Dudu não pensou duas vezes de aceitar a proposta.

“Falavam para mim: ‘Você está maluco? Vai trocar um time que pode subir por outro que vai cair?’ Eu não tive a menor dúvida na minha escolha e cheguei com o coração muito aberto. É um clube de muita história e tradição. Tinha certeza que iria sair daquela situação”.

“Era um sonho voltar a jogar uma Série A. Pela minha ambição de sempre querer mais, as coisas aconteceram naturalmente. Claro que tive que melhorar e tudo porque a exigência é maior. Foi uma cosia maravilhosa que aconteceu minha vida”.

O Botafogo deu uma arrancada espetacular desde que Jair Ventura assumiu o comando da equipe e briga por uma vaga na Copa Libertadores da América.

“Todos estavam com o mesmo pensamento e trabalhamos demais para chegar até essa situação. O Jair já trabalhava no clube e manteve algumas coisas do Ricardo Gomes, mas implantou um trabalho próprio. Ajudou na postura dos jogadores de cobrança diária e fazer o simples. Ele fez um se doar pelo outro e passa muita confiança para gente”.

Nos últimos 13 jogos, Dudu participou de 11 (cinco deles como titular) e fez o gol da vitória diante do Atlético-MG por 3 a 2 na penúltima rodada do Brasileiro.

“Eu ralei muito para estar neste momento que considero o melhor da minha carreira. Em todos os sentidos: fisicamente, mentalmente e tecnicamente. Cada dia quero ficar melhor e sempre alcançar meu limite para chegar o mais próximo da perfeição”.

Com as boas atuações, ele espera chamar atenção de Tite e buscar uma vaga com a camisa “amarelinha”.

“Eu ainda sonho com a seleção brasileira. A gente não sabe o que irá acontecer amanhã. Já tive esse prazer enquanto estiver em alto nível e será uma honra ser chamado outra vez. Só vou deixar de sonhar quando estiver aposentado”.

‘QUASE FUI GALÁCTICO’

Revelado nas categorias de base do Vitória, Dudu Cearense brilhou com a camisa do CSKA Moscou e chegou até a seleção brasileira comandada por Dunga. Em 2008, ele era cobiçado por diversos clubes da Europa.

“Estava viajando com a minha esposa e um casal de amigos para Inglaterra e tinha a possibilidade de fechar com o Manchester City ou Portsmouth. Eu estava no aeroporto de Londres e meu empresário liga: ‘Vem para Madrid agora porque o Real Madrid te quer’. Faltava um ano para acabar o contrato com o CSKA”.

“Eu respondi: ‘Se eles me querem mesmo, fala para me mandar duas passagens de primeira classe que eu vou aí. Senão, eu vou ficar aqui’. Eu estava no táxi saindo do aeroporto e chegou um email com as passagens (risos). Peguei um táxi de volta e fui para Madrid”.

No dia seguinte, o meia conheceu todas as instalações do clube merengue, incluindo o estádio Santiago Bernabéu, e teve uma longa conversa com diretores.

“Ele me disse que o clube me monitorava havia anos, mas queria para o ano que vem. Para aquele ano não dava porque tinha estourado a cota dos estrangeiros”.

Dudu até ganhou uma camisa do Real Madrid de presente e se imaginou atuando pelo time merengue.

“Fiquei maluco e imaginei como seria jogar por lá. O problema é que eu queria sair naquela hora, mas os russos não me venderam para clube nenhum e meu contrato acabou. Não renovei e saí para o Olympiakos, da Grécia. Eu quase virei um galáctico (risos)”.

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