Nos últimos tempos, o Vasco levou a fama de “vice” após ter perdido uma série de finais para o Flamengo entre 1999 e 2001. De fato, os números não ajudam o Cruzmaltino que venceu apenas uma das últimas seis decisões de Carioca em que esteve presente. Por outro lado, o Botafogo, adversário desta temporada, também não tem lá essa fama de vencedor na última década, apesar de estar presente nas primeiras posições.

A final deste domingo é a oitava do Botafogo nos últimos dez anos. Neste período, o Alvinegro ganhou três títulos: 2006, 2010 e 2013. Foram quatro vice-campeonatos: 2007, 08, 09 e 2012 (três diante do Flamengo e o último para o Fluminense). Em 2015, o Botafogo tem a possibilidade de igualar esse número ou se estabelecer com a fama do rival de ‘vice’.

Neste Campeonato Carioca, o Botafogo teve que demonstrar poder de superação para chegar à final do Carioca. O título da Taça Guanabara só veio na última rodada, após vencer o Macaé e secar os últimos minutos do empate entre Flamengo e Nova Iguaçu. Nas semifinais, o Alvinegro perdeu a vantagem do empate no primeiro jogo e só conseguiu a virada nos pênaltis. Na final, a situação se repete. O clube de General Severiano precisa vencer por dois gols de diferença para levantar a taça ou por um para decidir o título nas penalidades.

“Temos um histórico neste Campeonato Carioca de um time que não se abala com o resultado negativo e que sabe que pode mudar a situação. Portanto estamos tranquilos porque sabemos que o Botafogo tem condições de inverter a vantagem e conquistar o título, mesmo reconhecendo que do outro lado do campo tem um rival de grande nível”, disse Willian Arão.

Pelo lado do Vasco, a fama de vice incomoda. De 1999 para cá, o time esteve em seis finais, e venceu apenas uma, em 2003, diante do Fluminense. Todas as vezes em que ficou com o segundo lugar neste período, viu o Flamengo, maior rival, levantar a taça. Contra o Botafogo, o Cruzmaltino pode até empatar para soltar o entalado grito de campeão estadual.

Vice-campeão no ano passado diante do Flamengo, Luan apelou até mesmo para a superstição para findas a incômoda fila. “No ano passado veio uma caravana de 20 pessoas do Espírito Santo (sua família é de lá), mas a gente não levou (o título). Esse ano pedi para verem pela televisão para ver se dão mais sorte (risos).

“Quando cheguei no Vasco tivemos uma conversa interna, lembro muito bem e a psicóloga Maíra (Ruas) perguntou qual era o objetivo de cada jogador. Claro que a maioria falou em ser campeão. E fui bem claro naquele momento para falar: antes de pensar nisso temos que montar um grupo. Todo mundo quer ser campeão, mas todos querem passar pela dificuldade e pelos sacrifícios de chegar a um título? Acho que fui feliz de falar isso, porque aqui se formou um bom grupo, com grandes homens, grandes profissionais, que se respeitam um ao outro. Hoje o Vasco é grupo brilhante, com trabalho fundamental, focado a todo momento”, completou Serginho.

Fonte: UOL