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Durcesio revela que emprestou dinheiro ao Botafogo: ‘Pode pagar daqui a 100 anos para meus netos. Já vai estar rico’

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Posse do presidente do Botafogo Durcesio Mello
Vitor Silva/Botafogo

Presidente do Botafogo e potencial investidor na S/A, Durcesio Mello é empresário e já emprestou dinheiro ao clube. O mandatário confirmou a informação ao site “GE”, mas não mostrou preocupação em ser ressarcido tão cedo.

– É um bom dinheiro, mas isso já foi no passado. Ajudei a pagar salário de jogadores há muito tempo. Já teve com o Manoel Renha (ex-coordenador da base) na base que eu ajudei numa época, e teve na época do último ano do Mauricio Assumpção, que eu nem conhecia, mas eu fui um do grupo daqueles que Montenegro (ex-presidente) liderou na época que ajudava a pagar salário pra não perder os jogadores – revelou Durcesio.

– Eu tenho até um contrato sem juros, que todo mundo fez, não foi só eu. Mas tenho tantas prioridades que eu acho que eu posso abrir mão disso, se daqui a 100 anos pagarem para os meu netos, aí está tudo bacana. O Botafogo já vai estar rico, aí paga para os meus netos. Eu não vou considerar mais esse dinheiro – acrescentou.

Presidente do Botafogo desde o início do ano, o dirigente admitiu que o trabalho tem sido pesado e sob forte pressão.

– Durante o grupo de transição, a gente fez um levantamento da situação do clube e um plano de 100 dias, que vão ser completados com a chegada do CEO. A gente já contratou um headhunter, que esteve recentemente aqui no Rio, e a largada eu gosto de dizer que vai se dar com a chegada do CEO. Agora, o problema desses primeiros 15 dias, que estão parecendo 15 meses, é que o time está numa situação desconfortável, e a pressão aumenta, pressão por demissões, pressão por penalidades pra jogadores – afirmou Durcesio.

– Tem sido muito trabalho. Diferentemente de outras administrações, até por não ser amador, e não estou recriminando ninguém, mas eu estou vivendo o Botafogo de 8 da manhã às 8 da noite. Estou em General Severiano, às vezes no Nilton Santos, todos os dias às 8 da manhã e fico o dia inteiro. Vai continuar assim até a chegada do CEO pelo menos. A situação financeira é difícil, o que foi deixado de várias gestões está complicado e, se eu sair e não fizer nada, vai estar mais complicado pro outro, mas acho que vamos fazer um trabalho de longo prazo que vai ser bacana – finalizou.

Fonte: Redação FogãoNET e GE

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