A Caixa definiu nesta terça-feira (5), após reunião de sua cúpula em Brasília, novas propostas de patrocínio a Corinthians e Vasco. O banco propõe pagar R$ 30 milhões e R$ 9 milhões, respectivamente a paulistas e cariocas, em contratos de um ano, até abril de 2017.

No Corinthians, a ideia da estatal é manter o mesmo valor pago de 2013 a 2015, R$ 30 milhões anuais, porém com menos contrapartidas. A nova oferta da Caixa prevê a inserção da marca apenas no peito da camisa, e não mais nas costas, propriedade que ficaria livre para que dirigentes corintianos a negociassem com outras empresas.

O Corinthians já tinha dado a negociação oficialmente como encerrada, mas vai avaliar a nova oferta. O clube depende de outras negociações em andamento para se decidir sobre a continuidade.

O Vasco está em situação mais delicada. Os R$ 9 milhões ofertados pela Caixa são inferiores aos R$ 15 milhões que recebeu anualmente em 2014 e 2015. Dirigentes cruzmaltinos tentaram elevar a proposta, mas, diante das recusas, negociam reduzir as contrapartidas entregues ao banco. Não há como reduzir a visibilidade na camisa, pois a estatal já ocupava apenas o peito, mas há como retirar do contrato esportes amadores e categorias de base e diminuir a quantidade de ingressos e camisas que entrega à patrocinadora.

Pesa contra o clube carioca tanto o cenário político e econômico do país, que faz com que investimentos de empresas no futebol sejam mais comedidos, quanto o fato de disputar a Série B do Campeonato Brasileiro em 2016. Além disso, há uniformes já fabricados com a marca da Caixa em posse de lojistas e da Umbro, fornecedora de materiais esportivos vascaína. Esses são fatores que Eurico Miranda, presidente do clube, levará em conta ao tomar uma decisão em relação à proposta autorizada pela cúpula da Caixa nesta terça.

Dirigentes de Corinthians e Vasco, por sinal, estão em contato e trocam informações sobre as demandas relacionadas à Caixa.

Investimento
O banco estatal já tem R$ 83 milhões comprometidos em patrocínios a dez clubes e R$ 15,6 milhões a três competições: Copa Verde, Copa do Nordeste e Campeonato Brasileiro feminino. Caso feche com Corinthians e Vasco, elevaria o total a R$ 137,6 milhões gastos com futebol, o maior valor desde que começou a investir na modalidade.

Fonte: Época Esporte Clube