Toda história tem um final. E a de Jefferson, ídolo do Botafogo, vai chegando ao fim. Na próxima segunda-feira (26), contra o Paraná, às 20h (de Brasília), no Estádio Nilton Santos, o jogador se despede da torcida alvinegra. Na última partida do Glorioso no Campeonato Brasileiro, diante do Atlético Mineiro, no dia 2 de dezembro, em Belo Horizonte, o atleta ainda deve ficar como opção no banco de reservas. Contando as duas passagens, o goleiro disputou 458 jogos com a camisa alvinegra e conquistou quatro títulos: os Cariocas de 2010, 2013 e 2018 e o Campeonato Brasileiro Série B de 2015.
Permanência em risco

Após a má campanha no Brasileirão de 2014 e a queda a segunda divisão, o Botafogo ainda corria o risco de perder o ídolo Jefferson, em fim de contrato. Na época, o jogador estava valorizado no mercado da bola após ser convocado por Luis Felipe Socolari para integrar o grupo da Seleção Brasileira na Copa de 2014.

Jefferson tinha ofertas do Palmeiras e São Paulo, mas deu um voto de confiança a nova diretoria. Com isso, mesmo com as dificuldades do clube, renovou o compromisso e ajudou o time na volta à elite do futebol brasileiro. Técnico do Glorioso em 37 jogos naquele ano, René Simões contou que não abria mão do goleiro na disputa da Série B.

“Em 2014, quando nós começamos, em dezembro, a fazer a montagem da equipe que disputaria a segunda divisão, o presidente me informou que o Jefferson não havia renovado o contrato dele. E eu disse para o presidente: Vamos renovar o contrato dele.”

Grana curta

René lembra que Carlos Eduardo Pereira, que acabara de assumir a presidência do clube na época, não tinha recursos para manter o ídolo. Além disso, o clube tinha uma dívida milionária com o goleiro. O jogador chegou a ficar seis meses sem receber salários na gestão Maurício Assumpção. No entanto, René Simões insistiu para que o dirigente enviasse uma proposta ao empresário de Jefferson, independente de qual fosse a quantia.

“Faça uma oferta para ele, senão o Jefferson vai acabar saindo do Botafogo, porque o que o empresário diz é que ele não tem uma oferta do Botafogo. Faça uma oferta indecente. Eu vou falar com o empresário dele, vocês vão sentar e vão chegar a um acordo. Mas tem que ser feita uma proposta.”

Desfecho

Por fim, René recordou o final feliz da negociação entre clube e ídolo. O ex-treinador do Glorioso ainda desejou felicidades a Jefferson, seja qual for o novo caminho que o mesmo irá seguir.

“Eu fiquei muito feliz que essa proposta foi feita. Depois, o Jefferson, pelo amor que ele tinha e tem pelo Botafogo, acabou renovando e foi peça fundamental no período que eu estive no Botafogo, saindo e deixando o time na liderança do campeonato. E depois com a conquista. Um profissional acima da média. Uma qualidade técnica excepcional. E não à toa, chegou à Seleção Brasileira por méritos. E eu quero desejar a ele toda a felicidade do mundo na carreira que ele resolver adotar agora. Que seja muito feliz e continue dando felicidade as pessoas, da forma que ele sempre deu.”, encerrou.

Fonte: Esporte 24 Horas