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Efeito Copa do Mundo? Mercado brasileiro ‘fecha fronteira’ com recorde de ‘gringos’

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Se a Copa do Mundo ‘abriu’ os olhos do planeta para o Brasil, o efeito parece também ter chegado com força ao futebol nacional. Após o fechamento da janela de transferências para contratações de jogadores que atuam fora do país, o mercado da bola registrou o recorde de estrangeiros no Campeonato Brasileiro.

São 51 ‘gringos’ na primeira divisão, seis a mais que os 45 jogadores que começaram o torneio e que representavam o recorde até então. Em 2013, no início do Campeonato Brasileiro, eram 37 estrangeiros atuando no país e, em 2012, apenas 15.

O número ainda poderá aumentar, já que jogadores que tenham rescindido o contrato com seus respectivos clubes até a meia noite desta quarta-feira estão livres para negociar com os clubes brasileiros. O Bahia, por exemplo, ainda deverá se reforçar com o argentino Romagnoli, que venceu a Libertadores com o San Lorenzo e já estava apalavrado com a equipe.

O Palmeiras é o clube com mais estrangeiros no Brasil com oito atletas, sendo que quatro deles vieram depois da contratação do também ‘gringo’ Gareca para o comando. Flamengo, Grêmio e Vitória são as outras equipes com jogadores internacionais, todas com cinco. Sport, Goiás e Criciúma são os únicos clubes 100% domésticos.

Com 21 jogadores, a Argentina é o país com o maior número de representantes no Brasil. Na sequência vem Paraguai (11), Uruguai (8), Chile (4), Peru (2), Bolívia (1), Colômbia (1) e até os incomuns Angola, que tem Geraldo jogando no Coritiba, e Croácia, que naturalizou o brasileiro Eduardo Silva, hoje no Flamengo.

Se o número de estrangeiros continuará crescendo nos próximos anos é uma questão para o futuro, mas o recorde prova que o Brasil vê cada vez mais o mercado sul-americano como uma alternativa ao repatriamento de jogadores que voltam da Europa, Ásia ou “mundo árabe” com salários exagerados.Confira a lista completa de estrangeiros por clube:

Palmeiras
Allione (Argentina)
Tobio (Argentina)
Mouche (Argentina)
Victorino (Uruguai)
Valdivia (Chile)
Mendieta (Paraguai)
Eguren (Uruguai)

Flamengo
Erazo (Equador)
Cáceres (Paraguai)
Canteros (Argentina)
Eduardo Silva (Croácia)
Mugni (Argentina)

Grêmio
Matías Rodríguez (Argentina)
Barcos (Argentina)
Alán Ruiz (Argentina)
Maxi Rodríguez (Uruguai)
Riveros (Paraguai)

Vitória
Júnior Fernández (Paraguai)
Cáceres (Paraguai)
Escudero (Argentina)
Luis Aguiar (Uruguai)
Beltrán (Paraguai)

Botafogo
Zeballos (Paraguai)
Ferreyra (Argentina)
Bolatti (Argentina)
Ramírez (Peru)

Corinthians
Lodeiro (Uruguai)
Ángel Romero (Paraguai)
Guerrero (Peru)

Intarnacional
Áranguiz (Chile)
D’Alessandro (Argentina)
Luque (Argentina)

Cruzeiro
Samudio (Paraguai)
Marcelo Moreno (Bolívia)

Bahia
Pittoni (Paraguai)
Emanuel Biancucchi (Argentina)
Maxi Biancucchi (Argentina)

Coritiba
Geraldo (Angola)
Martinuccio (Argentina)

Fluminense
Valencia (Colômbia)
Conca (Argentina)

Santos
Mena (Chile)
Patito Rodríguez (Argentino)

São Paulo
Clemente Rodríguez (Argentina)
Álvaro Pereira (Uruguai)

Figueirense
Cereceda (Chile)
Fornaroli (Uruguai)

Atlético Mineiro
Dátolo (Argetina)

Atlético Paranaense
Lucas Olaza (Uruguai)

Chapecoense
Enrique Meza (Paraguai)

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