Cuca continua a defender publicamente a contratação de um novo atacante. O técnico do Palmeiras sentiu a necessidade de contar com um reforço para a posição por ter perdido Alecsandro, flagrado em exame antidoping e suspenso preventivamente pelo Tribunal de Justiça Desportiva paulista (TJD-SP) por um mês.

Nesta sexta-feira, o treinador chegou até a lembrar a campanha do Botafogo no Campeonato Brasileiro de 2007 para tentar convencer a diretoria a trazer alguém para o ataque. “Já aconteceu comigo. O Botafogo era líder, jogava um futebol bonito, e a torcida gritava que era melhor do que a seleção. Aí, o Dodô e o Túlio foram suspensos, o Jorge Henrique teve um problema, e acabamos no oitavo lugar (na verdade, no nono; o São Paulo foi campeão). São aprendizados. Não quero passar por isso de novo”, afirmou.

Com Alecsandro disponível, o Palmeiras iniciou bem o Brasileiro em 2016 e passou a brigar pela liderança. O centroavante reserva é autor de dez gols na temporada. Sem ele, Cuca ofereceu uma oportunidade ao argentino Cristaldo no segundo tempo do jogo contra o Coritiba e foi recompensado com um gol de cabeça no segundo tempo.

Além de Alecsandro e Cristaldo, Cuca tem Dudu, Lucas Barrios, Gabriel Jesus, Roger Guedes, Rafael Marques, Erik e Luan como alternativas para compor o ataque palmeirense. Os dois primeiros, contudo, enfrentam problemas físicos com frequência, enquanto o terceiro deverá defender a seleção brasileira nas Olimpíadas do Rio de Janeiro.

“Temos boas opções, mas há outros grupos tão bons quanto o nosso. Não são muitos, mas eles existem. Outros times estão melhorando, qualificando o plantel. O Atlético-MG é um dos que estão se fortalecendo e, daqui a pouco, poderá ter uma arrancada”, alertou Cuca. Recentemente, o ex-clube de Cuca tirou o medalhão Fred do Fluminense, por exemplo. “Às vezes, quem está lá embaixo chega atropelando”, disse.

Para não ser atropelado no Campeonato Brasileiro, Cuca testa o seu poder de argumentação. Ele ressaltou que, por enquanto, o desejo de ter um reforço para o ataque é seu, talvez não compartilhado com o presidente Paulo Nobre.

“O perfil desse jogador seria ter poder de pegar a bola na defesa e levar até a frente do gol, mostrar perfeição de cabeça, saiba voltar para marcar”, brincou Cuca. “Esse atacante perfeito não existe, mas a gente precisa de alguém. O Alecsandro fazia algumas funções, então temos que buscar outro. Sei que é difícil encontrar esse atleta e fazer as pessoas entenderem que ele deva vir”, falou.

Fonte: ESPN.com.br