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Ele saiu magoado do Santos e foi campeão brasileiro no Botafogo; hoje, ‘vive anônimo’ nos EUA

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Sergio Manoel, campeão brasileiro pelo Botafogo em 1995
Reprodução/Instagram do Sérgio Manoel

Um dos heróis da conquista do Campeonato Brasileiro de 1995 pelo Botafogo, Sérgio Manoel não conseguiu largar o futebol mesmo depois de pendurar as chuteiras. O ex-meia, que mora em Miami (EUA) desde 2011, trabalhou como empresário por dois anos, mas não gostou da rotina de ter que usar terno e gravata. Por isso, resolveu voltar ao esporte.

Virou dirigente do time Miami FC por um período até transformar-se em professor de futebol de uma escolinha da Juventus, da Itália.

“Todos os anos temos visitas de ídolos como o Trezeguet e o Davids, que foram super simpáticos . Além disso, o Dybala veio e foi super gente boa, muito acessível. Os meninos adoraram”, contou o ex-jogador, ao ESPN.com.br.

Conhecido no Brasil, Sérgio Manoel curte uma vida quase anônima nos Estados Unidos.

“Aqui não sou uma pessoa pública, mas o futebol está crescendo aqui. Eu sou reconhecido pelos brasileiros e pelos meus alunos como o coach [professor] Sérgio (risos)”.

Sérgio Manoel é treinador de uma escolinha da Juventus Instagram Menino da Vila Revelado nas categorias de base do Santos, Sérgio subiu aos profissionais no final de 1988 de forma inesperada.

“Os meias se machucaram e outros estavam sem contrato. Eu estava no juvenil e me chamaram para treinar. Isso mudou minha vida porque no ano seguinte eu já me firmei como titular”, contou.

Em 1992, o meia foi emprestado para o Fluminense por um ano e meio, no qual foi vice-campeão da Copa do Brasil e faturou a Taça Guanabara.

Depois de voltar ao Santos e ficar até 94, Sérgio foi vendido para o Botafogo.

“Eu sou eternamente grato ao Santos por ter me revelado e me tornado profissional, mas não fui valorizado como deveria. Eu saí muito magoado na época porque não tive o reconhecimento que desejava. O Botafogo me recebeu muito bem e foi uma identificação muito grande. Fui abraçado e virei um botafoguense”.

No começo de 1995 poucos torcedores acreditariam que o time poderia ser campeão brasileiro.

“O clube teve um ano muito complicado, não tinha condição financeira de fazer quase nada. Tínhamos que ganhar jogos para a diretoria ir atrás e patrocinadores, peitar a televisão e chamar os torcedores para o estádio”, recordou.

Com um elenco operário e um técnico até então desconhecido no Brasil, Paulo Autuori, o time alvinegro contrariou todos os prognósticos.

“O Túlio era a estrela da companhia e tinha voz de falar pelo grupo, mas na época ele não tinha a maturidade que eu tinha. Ele não queria peitar a diretoria para cobrar as coisas que cobrávamos. E sabíamos que a força dele era importante”, explicou.

“Isso nunca afetou nosso desempenho em campo, eu sempre procurei passar a bola para o Túlio fazer os gols. Sempre nos demos muito bem”, explicou.

Aparadas as arestas, o elenco ficou unido e conseguiu chegar à decisão contra o Santos, que tinha conseguido uma virada incrível contra o Fluminense na semifinal.

Parece que só joguei lá

Na final, o Botafogo venceu o Santos na primeira partida no Maracanã por 2 a 1. No jogo de volta, o empate no Pacaembu em 1 a 1 – com uma polêmica arbitragem de Márcio Rezende de Freitas – deu o título aos botafoguenses.

“Nós fomos campeões porque tínhamos uma mesma visão. Nós nos uníamos para falar em nome do grupo e os jogadores abraçavam. Mesmo com as dificuldades nós trabalhávamos muito. Gottardo, Gonçalves e Donizete já tinham uma condição financeira melhor e socorriam os outros jogadores com dinheiro. Construímos uma amizade que dura até hoje, sempre nos falamos”.

Logo depois da conquista, ele transferiu-se para o Japão, mas resolveu voltar ao Brasil em 1997 para jogar no Grêmio e buscar uma vaga para a Copa do Mundo do ano seguinte.

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Esse time honrou essa camisa!!

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O meia chegou a ter várias convocações para a seleção brasileira, mas não foi chamado por Zagallo.

Sérgio ainda passou por clubes como Cruzeiro, Figueirense e Independiente-ARG antes de pendurar as chuteiras, em 2011.

“Eu joguei em muitos times, mas eu sou o Sérgio Manoel do Botafogo, não tem jeito! Parece que só joguei por lá. É um amor muito grande porque suei muito a camisa para conquistar isso. Mas recebo carinho de torcedores de todos os times, isso é muito legal”, afirmou.

Fonte: ESPN Brasil

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