Há exatos 411 dias, Alberto Valentim deixava o comando do Botafogo, poucos meses após ganhar o primeiro título da carreira à frente do clube. Passado tanto tempo, encontros entre o técnico e o alvinegro deixaram de ser comuns — foram dois, ambos com o treinador à frente do Vasco.

O duelo deste domingo, no entanto, vem carregado de uma inédita intranquilidade para ambas as partes: enquanto o Botafogo não sabe o que é vencer desde a parada para a Copa América, o Avaí, recém-assumido por Valentim, ainda não ganhou no Brasileirão, cenário que o técnico tenta reverter.

Entre os poucos jogadores conhecidos de Valentim que permanecem no elenco alvinegro, Rodrigo Pimpão talvez seja o que carregue a mais pesada responsabilidade nos ombros. Substituto do artilheiro Erik em um sistema ofensivo que ainda amarga ineficiência, o atacante vem se adaptando a jogar por mais tempo do que o de costume, e ainda não conseguiu completar 90 minutos ao iniciar como titular. Foram duas partidas tímidas contra Flamengo e Atlético-MG, ainda que com uma pequena evolução observável.

Melhora no passe

A tendência é que, hoje, na Ressacada, a vida de Pimpão seja facilitada. Cícero, que atuou improvisado como zagueiro contra o Galo, deve retornar a sua posição de origem. A presença do experiente meia no setor ofensivo costuma elevar a qualidade dos passes e abrir espaços na marcação adversária, cenário favorável às costumeiras infiltrações pelas laterais.

— Criamos mais contra Flamengo e Atlético, mas temos ciência que não adianta criar e não fazer o gol. Precisamos dessa melhora ofensiva para ter melhores resultados, mas o caminho não está errado. Está certo. Precisamos dar uma resposta para terminar bem o campeonato — analisou o meia.

Fonte: O Globo Online