Polêmico, falastrão e ídolo no Botafogo. Alguns torcedores vão achar que se trata de Túlio Maravilha, mas outro jogador se encaixa no perfil: Seik. Apesar de apenas um jogo pelo clube, o atacante já caiu nas graças dos torcedores e aceitou ser comparado com o herói do título do Brasileiro de 1995. Além disso, Emerson mostra personalidade e não se intimida com um microfone ou uma câmera ligada.

“Túlio é um ídolo do clube, certamente se as coisas acontecerem comigo como aconteceram com ele, será maravilhoso para mim e pro clube. Mas acredito que tenho qualidade para fazer a minha própria história. Muito me agrada ser comparado com atletas que foram vencedores. É um orgulho”, disse Sheik.

“Não sei se falta isso [jogadores espontâneos] para o futebol. Cada um tem uma personalidade. Não me incomoda câmera, microfone… Vou falar o que penso e f… o resto”, completou.

E justamente por ser autêntico, Emerson Sheik se sente à vontade para descartar o rótulo de salvador da pátria. Ele, por outro lado, não foge da responsabilidade. Sabe da sua importância para o elenco, mas deixa claro que o sucesso do Botafogo depende do grupo como um todo.

“Cada um tem sua responsabilidade, não sou salvador da pátria. Não estou preparado para isso. Cada um que entrar em campo tem que dar sua parcela. Não tem essa de ser referencia. É futebol, não é tênis. Se todos estiverem bem respinga coisas boas em todos. Quando individualiza, não funciona. Não vejo futuro quando a palavra “eu” entra, vejo futuro quando entra a palavra “nós””, afirmou.

Após duas rodadas no Campeonato Brasileiro, o Botafogo soma apenas um ponto e ocupa a 18ª colocação. O Alvinegro volta a campo neste domingo, quando medirá força com o Bahia, na Arena Fonte Nova.

Fonte: UOL