O Maracanã pode ser “vendido”. Decidido a não continuar a administrar o estádio, o Consórcio Maracanã S.A. (Odebrecht e Aeg) quer vender sua participação na concessão e recuperar parte do prejuízo que teve nos últimos dois anos. E já tem interessado: a empresa francesa Lagardère, que chegou a participar da licitação, mas perdeu.

A mudança da concessionária tem que ser aprovada pelo governo estadual. Se isto acontecer, Flamengo e Fluminense, que demonstraram interesse em gerir o estádio, continuariam de fora e ainda e precisariam fazer novos contratos para jogar.

A proposta da Lagardère, que seria representada pela BWA – empresa especializada em venda de ingressos -, já está na mesa do presidente da Maracanã S.A., Sinval Andrade.

O prazo da concessionária Maracanã S.A. está no fim. O governo estadual deu um ultimato para que a situação se resolva até abril. Caso não consiga vender os ativos, uma nova licitação será lançada. Nesse caso, os clubes teriam participação, segundo fontes do governo, que já prepara o edital. Este precisaria ser lançado em maio para que até outubro – quando será devolvido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) – o estádio esteja nas mãos do novo dono.

Não é novidade que a Maracanã S.A. contratou a empresa Ernst Young (EY) para fazer consultoria do modelo de negócio e avaliar o melhor preço. Porém, depois disso, ela foi ao mercado oferecer os ativos a possíveis interessados. No entanto, apenas empresas ou consórcios com experiência em administração de estádios e sem a participação dos clubes podem se interessar. Por enquanto, as regras do edital, lançado em 2013, devem ser mantidas.

Lagardère, majoritária no consórcio perdedor, o Complexo Esportivo Cultural do Rio, já havia demonstrado interesse em assumir o estádio. Agora, só falta o acerto entre Odebrecht e Largadère (BWA).

Mesmo com o novo dono, serão mantidas as condições atuais: aluguel de R$ 5,5 milhões por ano, durante 33 anos, e investimentos em torno de R$ 121 milhões em obras.

O Flamengo informou que aguarda posição oficial do governo: “Não vamos aceitar nada que traga prejuízo financeiro ao Flamengo. Pretendemos ser protagonistas do Maracanã.”

Fonte: O Globo Online