Na tentativa de formar o melhor conjunto possível com as peças de um elenco sem brilho, Ricardo Gomes testou, neste Estadual, duas formações táticas no Botafogo. De diferente, a substituição de um dos armadores por um terceiro volante. Mas, o que, em tese, representaria mais segurança à defesa virou um tiro pela culatra.

Em sete partidas com dois meias defensivos, o Alvinegro sofreu apenas um gol. Já nas oito oportunidades em que atuou com um terceiro volante, foi vazado pelos oponentes seis vezes.

Quando o assunto é balançar as redes, há pouca diferença entre os números registrados pelas duas formações. Com três volantes, o time fez 11 gols em oito jogos — uma média de 1,37 por partida. Esse índice cai para 1,28 quando só dois jogadores de marcação compõem o meio — são nove gols marcados em sete duelos.

Titular absoluto e uma das peças mais importantes em ambas as formações, o volante Bruno Silva prefere ver o meio-campo mais povoado:

— Eu gosto de jogar com três voltantes. As pessoas dizem que é um esquema retranqueiro. Eu discordo.

Sem Airton e Fernandes, lesionados, Ricardo Gomes mandou dois volantes a campo nas últimas rodadas. Mas, com a recuperação do último, volta a ter as peças para retornar ao esquema mais defensivo.

Se quiser chegar à final do Campeonato Estadual, o Alvinegro precisará vencer o Fluminense, no domingo. E, diante da baixa produtividade do ataque alvinegro, o caminho talvez seja priorizar a defesa. Para isso, Ricardo Gomes poderia ter que abrir mão do esquema com três volantes, usado nos cinco clássicos jogados até aqui.

Fonte: Extra Online