Artilheiro do Estadual ao lado de Tiago Amaral, do Volta Redonda, com nove gols, Almir, do já eliminado Bangu, entrará em campo no domingo, no Moacyrzão, com uma missão bem particular: tentar ficar em vantagem na briga entre os goleadores da competição. O adversário é um velho conhecido, o Flamengo, por onde teve uma passagem de oito meses. Foi bom enquanto durou.

Por que você não deu certo no Flamengo?

Quem pediu minha contratação foi o Luxemburgo. Disputei três jogos, e ele logo saiu. Depois, quebrei o braço. Ainda entrei em algumas partidas com o Oswaldo, mas é difícil mostrar algo em 15 ou 20 minutos.

Saiu magoado do Flamengo?

Pelo contrário. Tenho carinho por todos, do porteiro ao presidente. Fiz amigos para toda a vida. Falo sempre com o Paulo Victor, o César Martins, e o Gabriel é um irmão.

Mas, ficou decepcionado?

Fiquei triste porque tinha o objetivo de fazer gols e isso não aconteceu.

Sente-se em casa no Bangu?

Quando você está feliz, as coisas acontecem. O ano está sendo maravilhoso. Nunca fui artilheiro, sempre fui mais de dar assistências e, agora, estou nessa briga.

Acha que vai conseguir ser artilheiro?

Está difícil. O Tiago Amaral, do Volta Reonda, também está bem. O Bangu só tem mais um jogo, enquanto o Vasco, de Nenê e Riascos, com sete gols, já se classificou. Eles terão mais oportunidades de marcar.

Se fizer gol , vai comemorar?

Se marcar, não vou comemorar porque respeito a torcida de todos os clubes em que joguei. Também não teria comemorado no caso de um gol sobre o Botafogo. Foi pouco tempo, mas tenho carinho pelo Flamengo.

Sua história no Flamengo acabou?

Quando você vai para um clube como o Flamengo e não tem resultado, dificilmente volta. Minha preocupação é ter resultado no Bangu e, depois, ver o que acontece. Quem sabe volto um dia a um clube grande?

Fonte: Blog da Marluci Martins - Extra Online