Nesta quarta-feira, no Independência, Atlético-MG e Botafogo decidem uma vaga às quartas de final da Copa Sul-Americana. Como venceu por 1 a 0 no Nilton Santos, ao alvinegro mineiro basta o empate para avançar.

‘Esse jogo vai virar, eu quero ser o vencedor!’
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Com bons momentos nessas duas equipes, o meia Maicosuel, de 33 anos, em entrevista exclusiva, se mostra dividido sobre a partida de logo mais:

Qual clube avança na Sul-Americana nesta quarta-feira?

Não sou muito de titubear não, mas nesse duelo eu prefiro ficar em cima do muro (risos). Devo muito do que conquistei na carreira ao Botafogo. A maneira que a torcida me acolhe até hoje é algo sem igual. É engraçado que já se passou bastante tempo, mas ainda tenho muitos amigos por lá, funcionários, diretores, jogadores. Já o Atlético Mineiro foi o lugar onde eu fui mais vencedor na carreira e onde eu criei uma identificação muito grande também. As minhas filhas até hoje falam que são Galo, têm a blusa do clube. Conquistei uma Copa do Brasil, dois estaduais e uma Recopa Sul-Americana estando dentro de campo e isso vai ficar para sempre na minha memória. Fico feliz pelo fato de que pelo menos um dos dois vai poder ir em frente e buscar o título. Que vença o melhor e que seja um grande jogo de futebol.

E qual sua melhor recordação da época em que jogou no Botafogo (de 2009 a 2012)? E a pior?

Vivi intensamente a minha relação com o Botafogo. Minha maior lamentação foi ter ficado de fora da decisão do Estadual de 2009. Eu tenho certeza de que nada tiraria aquele título da gente se eu estivesse em campo. Os momentos marcantes foram tantos que até fica difícil de escolher um só. Teve a minha estreia contra o Boavista, quando fiz dois gols, a minha despedida para o Hoffenheim e também o meu retorno aos gramados após a cirurgia no joelho, no amistoso contra o Friburguense. Acho que essas lembranças descrevem um pouco do que foi a minha história no clube. Como falei, devo muito ao Botafogo e sempre serei grato ao clube por tudo o que me proporcionou e ainda proporciona.

O que mais te marcou em sua passagem no Atlético-MG (de 2014 a 2016?

É muito difícil você jogar no Atlético-MG e não se contagiar com a devoção da torcida. Sempre falei isso enquanto estive no clube porque era algo diferente mesmo. A minha família toda adorava ir aos jogos, as minhas filhas torciam de verdade. A final da Recopa Sul-Americana de 2014 foi um momento muito marcante para mim. Poder marcar um gol em uma decisão é sempre especial. Mas cada título lá teve um sabor único. Recebo muito carinho dos torcedores do Galo também nas minhas redes sociais, quando os encontro nas ruas, e isso me deixa muito feliz. É sinal de que eles reconhecem todo esforço e dedicação que eu sempre tive quando entrei em campo com a camisa do Galo. Também é um lugar onde tenho muitos amigos e que sempre terá um espaço especial no meu coração.

Futuro no futebol

Deixei o Paraná recentemente e agora estou treinando por conta própria em São Paulo, aguardando eventuais propostas. Eu precisava desse tempo afastado para  fazer uma preparação especial  e solucionar os problemas que vinham me impedindo de render o meu melhor. Hoje, graças a Deus e depois de muito esforço e dedicação, estou muito bem, pronto para jogar e dar o meu máximo. Eu não gosto de falar muito sobre mim, ou de ficar fazendo promessas. O que posso dizer é que ainda tenho muita vontade de estar em campo fazendo o que mais amo e sei fazer de melhor. Vamos ver o que vai surgir de proposta e aí tomar a melhor decisão.

Fonte: O Globo Online