Mais uma tragédia relativa a fenômenos da natureza devastou o mundo nesta semana. Na última quinta-feira (7), um terremoto abalou o México e causou cerca de 35 mortos em três estados do país. E também causou desespero em um brasileiro que atua no futebol local: Bruno Tiago, ex-volante de Botafogo e Boavista.

O volante atua em um time do Ascenso MX, a segunda divisão mexicana. Atleta do Cafetaleros de Tapachula, o jogador vive em Tapachula, que fica em Chiapas, um dos estados mais atingidos pelo terremoto, de magnitude de 8.1. Em entrevista ao Globoesporte.com, o ex-botafoguense relatou o pânico com o tremor.

“Foi uma coisa que nos deixou bem assustados. Uma situação desesperadora para nós todos. Também há o risco de ocorrer uma tsunami, aqui estamos todos em estado de alerta. Mas, se Deus quiser, não vai acontecer. Outras cidades foram afetadas e foi pior a situação. Teve gente morta, é uma situação bem complicada, mas que está se normalizando com o tempo. Falei até com minha esposa que eu esperava coisa pior, partir pra outra vida. Nunca tinha visto coisa dessa”, declarou Bruno Tiago, com passagem pelo Botafogo entre 2010 e 2011

“Eu estava em casa quando a terra começou a tremer. Às vezes isso acontece, mas não com a intensidade que foi desta vez. Geralmente, chega a tremer 4,5,6… coisas mais leves. Depois de uns 30 segundos, foram aumentando. Levantei do sofá e fui para o quarto. Fiquei sem reação nenhuma e a primeira coisa que fiz foi pegar o celular. Fiquei procurando opção sobre o que fazer. A televisão e o vidro daqui de casa estavam tremendo. Foi coisa de louco, que nem filme. A gente está acostumado a ver nos filmes, mas fica sem reação quando vê na vida real”, completou.

Bruno Tiago já mandou sua família de volta ao Brasil. O ex-volante do Botafogo tem contrato com o Cafetaleros até maio de 2018 e pondera um retorno ao futebol brasileiro depois do terremoto.

“Nunca descarto a possibilidade de voltar ao Brasil. Meu contrato vai até maio e já recebi sondagens do Brasil e de outros países. O presidente me disse claramente que só sairia se pagarem a multa rescisória. É difícil e já tentei voltar ao Brasil. Esses acontecimentos no México me preocupam. É normal para eles, mas para a gente que não vê esse tipo de coisa no dia a dia, é mais perigoso. Já mandei minha esposa embora com meus filhos para termos uma segurança maior. Não gostaria que minha família voltasse para cá. Nunca tinha vivido isso”, disse.

Fonte: Terra