Ex-dirigente conta bastidores de demissão de quarteto em 2014 e diz: ‘Se demitisse o Vagner Mancini o Botafogo não caía’

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Por FogãoNET

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Vagner Mancini, técnico do Botafogo em 2014
Vítor Silva/SSPress/Botafogo

Vice-presidente de futebol do Botafogo de 2009 a 2012, André Silva teve outras contribuições ao clube. Ele tentou ajudar até mesmo no caótico ano de 2014, em que terminou com rebaixamento, porém acredita que faltou uma medida.

– Se tivesse demitido o Vagner Mancini, o Botafogo não tinha caído. Acontecia junção de resultados que não íamos para a zona de rebaixamento. Mas o Vagner tinha perdido o time no vestiário há muito tempo. Não posso dizer que é mau treinador, de forma alguma, enfrentava situação de salários atrasados e jogadores peitando todo mundo – lembrou André Silva ao Canal do TF.

O ex-dirigente contou detalhes das polêmicas demissões de Emerson Sheik, Bolívar, Edilson e Julio Cesar. Para ele, o clube acertou em tirar os jogadores do elenco.

– Sei que criticam o Mauricio (Assumpção) pelas demissões, mas vai lá perguntar a roupeiros e massagistas o que os jogadores fizeram. Um deles disse que tinha mais títulos brasileiro que o Botafogo, que clube era esse. Eu no lugar do presidente teria colocado todo mundo para fora, esses quatro. Para mim só faltou limpar todo mundo. O caso do Vagner Mancini não era questão de salário, era que vinha administrando a situação de salários, com promessas não cumpridas, jogadores deixaram de acreditar. Se tivesse tirado o Vagner, o Botafogo teria conseguido se salvar – afirmou.

André Silva chegou a ter um episódio complicado com Vagner Mancini, quando tentou se reaproximar do futebol alvinegro.

– Juntamos Montenegro, Clovis, Diniz, vários botafoguenses, conseguimos pagar salários. Fui para Brasília a um jogo contra o Fluminense, fui cuidar de bilheteria e juntar dinheiro para pagar no vestiário. No final faltou pagar Tanque Ferreyra e Bolívar, dei um cheque meu, depois o Montenegro dividiu comigo. Fui ao vestiário com uma sacola de doce de leite que ganhei de um deputado mineiro, botafoguense doente. Entrei no vestiário com a sacola, um dos quatro afastados começou a gritar “chegou o dinheiro da sacola, vamos tomar”. Olha o nível. Havia um caos instalado. Tentei administrar, mas infelizmente foram falar para o Mancini que eu achava que ele tinha que ser demitido, começou a criar problema comigo, veio me interpelar de forma grosseira. Eu disse que estava tentando garantir o pagamento dele, tinha tirado do bolso, como falava assim comigo? Ali vi que não iam demitir o Mancini e que não tinha mais jeito – completou.

Fonte: Redação FogãoNET e Canal do TF

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