Ex-preparador de goleiros de Jefferson, Flávio Tenius não vê motivos para barração

0 comentários

Por FogãoNET

Compartilhe

Uma das alterações feitas por Dunga em relação ao jogo contra o Chile para o duelo contra a Venezuela, na terça-feira, foi a saída do goleiro Jefferson para a entrada do jovem Alisson Becker, do Internacional. Essa mudança não foi muito bem vista pelos torcedores do Botafogo, que consideraram-a injusta. Um dos motivos para a troca foi a falha de Jefferson na estreia contra o Chile, em Santiago, que gerou o primeiro gols de La Roja na partida. Ex-preparador de goleiros do Botafogo e amigo de Jefferson, Flavio Tenius falou com exclusividade à reportagem da Super Rádio Tupi sobre o assunto e afirmou que não viu motivos para Dunga barrar o arqueiro.

“É difícil falar. Trabalhei com ele quatro anos, conheço desde a época do Cruzeiro, coloquei ele no profissional com 17 anos. Somos brasileiros e torcemos pra seleção sempre vencer. Agora, eu, como treinador de goleiro, não vi motivos pra ele sair do time. Temos que respeitar a posição do treinador, que tem todos os direitos; mas, por tudo que o Jefferson vem fazendo, não vi nada de urgente pra ele sair. O gol sofrido contra o Chile foi um lance difícil”, disse.

Um dos motivos para a ira dos alvinegros foi o fato de Taffarel, o preparador da Seleção, e não Dunga, ter comunicado a Jefferson que ele seria relegado ao banco. Para Flávio, isso não é um problema grande, porque o gaúcho, de certa forma, faz parte da comissão técnica.

“O Taffarel faz parte de uma comissão. Sendo responsável direto pelo trabalho dos goleiros, não vejo problemas no Taffarel ter feito o comunicado. Até porque é o profissional específico para essa função. Foi uma questão de um ajudar o outro. Em relação a isso, não vejo problemas”, comentou.

Após o jogo, Dunga comentou que optou por sacar Jefferson devido à bola aérea da Venezuela e sua ineficiência com a bola nos pés, característica forte de Alisson. Flávio discorda da visão do treinador.

“Não vejo dessa maneira. Novamente, volto a falar que respeito a posição do treinador. Não quero criticar a opção do treinador, é somente minha opinião. Nos últimos quatro anos que trabalhei com o Jefferson, ele manteve uma regularidade muito grande em todos os aspectos. Tem jogadores que têm mais facilidades em um fundamento. Às vezes, por não ser jogador de linha, ele erra alguns lances, o que não quer dizer que esse seja seu ponto fraco”, opina.

Agora, há uma expectativa alta para saber se Jefferson irá continuar sendo chamado ao elenco da seleção. De acordo com Flávio, se a opção por bancá-lo contra a Venezuela foi pontual, Dunga não teria “motivos” para não convocá-lo.

“Eu acho que ele vai ser convocado sim, pela coerência. Não tem motivo para não estar. Se a opção do Dunga foi mesma pontual, de bola área, de bola nos pés, não tem por que não convocá-lo. Não teve nada específico, entende? Volto a dizer que é questão de coerência. Então, a lógica é ele estar presente”, encerrou.

Notícias relacionadas