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Ex-presidente lembra importância do Capita no título da Conmebol: ‘Vivia o Botafogo’

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Por FogãoNET

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Carlos Alberto Torres foi o capitão daquele que foi talvez o mais simbólico título mundial do Brasil, o tricampeonato na Copa de 1970, no México. Na noite desta terça-feira, durante o velório do corpo do ex-jogador, que morreu aos 72 anos, familiares e amigos prestaram homenagem ao Capita. Entre eles, dois deles, o ex-presidente do Botafogo, Mauro Ney Palmeiro, e o ex-vice-presidente de futebol do clube, Antônio Rodrigues, lembraram passagens do título da Conmebol em 1993. Se não tem a mesma importância, o troféu ajuda a explicar o estilo de Torres, treinador daquele time.

– Aquela campanha é do Capitão (Carlos Alberto Torres). Ele tinha uma capacidade de motivação que ninguém tinha. Os garotos acreditavam nele – contou Mauro Ney, que recorda-se de um momento em que foram oferecidas fitas de vídeos de um dos adversários do Botafogo. – O Capita perguntou: ‘Para quê essas fitas? Tem o Garrincha aí?’

Em 1993, o Botafogo vivia um dos anos mais difíceis de sua história após a crise financeira agravada pela saída do contraventor Emil Pinheiro do clube. A equipe com nomes desconhecidos, como Willian Bacana, Aléssio, Suélio, Eliel e Sinval fazia um temporada ruim, que terminaria com a segunda pior campanha entre os 32 clubes participantes. Ainda assim, conseguiu o primeiro título internacional oficial do alvinegro.

– Tínhamos ido mal no Carioca e a torcida queria pegar a gente – lembrou Rodrigues. – Eu falei para o Capita: ‘Tá a fim de ir para um clube quebrado e sem dinheiro para te pagar?’ Ele arrumou uns amistosos para o clube na Martinica e ficou com esse dinheiro como pagamento. Assim era ele: encontrava uma solução.

Enquanto escorregava no Brasileiro, o time sagrou-se campeão com um time que usava o 4-2-4, com quatro homens de ataque. Na final, no Maracanã lotado, Willian Bacana foi o improvável herói na disputa de pênaltis contra o Peñarol, do Uruguai. Naquele mesmo ano, ele ganharia o título de sócio-proprietário do Botafogo.

– Ele era torcedor do Botafogo, nunca escondeu. Vivia o clube – disse Mauro Ney, citando a melhor característica de Torres. – Falava o que pensava. Nunca teve compromisso com o muro.

Rodrigues completou:

– Era sincero sem ser traíra.

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