Pênaltis: Felipe se garante e elogia Jefferson ‘melhor do Brasil’: ‘Atacantes sofrerão’

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Felipe está na reta final de sua terceira temporada no Flamengo. E talvez viva o melhor momento no clube, apesar da campanha difícil do time no Campeonato Brasileiro. De 2011 para cá, conviveu com a pressão de suceder o ídolo Bruno, viveu altos e baixos, sofreu lesões, mas volta a ser importante para o time com grandes atuações. Nesta quarta-feira, o camisa 1 pode ter papel decisivo na disputa com o Botafogo por uma vaga na semifinal da Copa do Brasil. As equipes se enfrentam às 21h50m (de Brasília), no Maracanã. Como empataram no jogo de ida por 1 a 1, uma nova igualdade leva a decisão para os pênaltis.

E é aí que Felipe pode ser um fator fundamental para a classificação rubro-negra. O goleiro já comprovou no próprio Flamengo sua qualidade para defender pênaltis. Na semifinal e final do primeiro turno do Carioca de 2011 contra Botafogo e Fluminense, ele defendeu duas cobranças em cada jogo, após empate por 1 a 1 em ambas as partidas (assista ao vídeo ao lado). Na decisão da Taça Rio, o Rubro-Negro derrotou o Vasco também nos pênaltis para garantir o título estadual invicto.

– Minha primeira decisão foi contra o próprio Botafogo em pênaltis, e eu pude pegar dois. Mas tenho certeza que a equipe vai fazer uma grande partida e vamos conseguir a classificação nos 90 minutos – disse.

Felipe estreou pelo Flamengo defendendo um pênalti contra o Londrina, em 2011, num amistoso de pré-temporada. Até aqui, disputou 154 partidas (74 vitórias/46 empates/34 derrotas), com 157 gols sofridos. Foram nove pênaltis defendidos, quatro deles nas decisões contra Botafogo e Fluminense no estadual de 2011.

Felipe treino do Flamengo (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)
Felipe está pronto para classificar o Fla, nos pênaltis ou não (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)

Se o retrospecto recente do clássico for mantido, a chance de o dono da vaga ser decidido na marca da cal é  imensa. Desde que a dupla iniciou a série de encontros decisivos, no Carioca de 2007, empates viraram rotina. De lá para cá, foram 35 jogos, e 20 terminaram sem vencedor – o Fla levou a melhor em nove, e o Bota, em seis.

– Ultimamente está sendo assim. Estamos preparados para não ir para os pênaltis, mas se os pênaltis vierem tempos chances de classificar também. Espero que não chegue na minha vez (de cobrar). Me imagino defendendo a bola. Mas se tiver que bater eu fecho o olho e bato (risos) – comentou Felipe, que defendeu seis pênaltis no último treino antes do clássico e converteu três cobranças.

O rival de Felipe nesta decisão também já se deu bem nos pênaltis. Apesar de não ter brilhado em uma disputa no Carioca, foi em uma cobrança de pênalti durante um jogo, contra o próprio Flamengo, que Jefferson ganhou destaque pouco tempo depois que retornou ao Botafogo. Na final da Taça Rio de 2010, ele defendeu uma cobrança de Adriano Imperador e ajudou a equipe na vitória por 2 a 1, que deu o título estadual ao Alvinegro depois de três vices seguidos no estadual para o rival.

Na atual edição da Copa do Brasil, o goleiro da seleção brasileira ajudou muito o Botafogo e passar para as oitavas de final. Em 24 de julho, contra o Figueirense, o Alvinegro perdeu por 1 a 0 no tempo normal, mesmo placar do jogo no Rio, e a decisão foi para os pênaltis. O camisa 1 resolveu com duas cobranças defendidas.

– Jefferson é o melhor do Brasil, vem fazendo a diferança para a sua equipe. Pênalti é complicado. Ele (Jefferson) faz o gol ficar pequeno para qualquer atacante que chega e coloca a bola na marca do pênalti. Chega ali e vê o Jefferson. Mas a gente não fica atrás, não. Chega nos pênaltis eu tenho me dado muito bem. A gente espera que não vá para os pênaltis, ou os atacantes vão sofrer.

Fonte: Globoesporte.com

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