A temporada 2015 começa para os garotos da equipe sub-17 do Botafogo neste sábado. Em pleno Estádio Nilton Santos, os juvenis do clube estreiam na Copa do Brasil da categoria contra o Atlético Paranaense com portões abertos para a torcida que comparecer ao Engenho de Dentro. E o técnico da garotada alvinegra é um velho conhecido da torcida: Felipe Conceição, conhecido como Tigrão nos tempos de jogador – foi revelado pelo Glorioso no fim da década de 90 e sempre considerado grande promessa, mas teve a carreira atrapalhada por lesões.

Felipe elogiou a pré-temporada do elenco para a competição, com todo o apoio dado pela diretoria para o grupo. “Tivemos dois meses de preparação, um tempo bom. A estrutura que o Botafogo deu no Cefat é muito boa”, contou o ex-atacante em entrevista exclusiva ao FutNet.

Ele só lamenta a dificuldade para conseguir informações sobre o adversário nas categorias inferiores. “Recebi algumas informações sobre o Atlético, mas não muitas. É muito difícil, a tevê não passa muitos jogos fora dos campeonatos principais. A gente não consegue bom material. Mas o trabalho de base deles é forte, e eles consideram essa geração 98 muito forte, assim como a gente. Espero um jogo difícil, muito acirrado e competitivo”.

O Bota tem uma vantagem na partida de ida: os jovens dessa idade não estão acostumados a jogar em estádios grandes como o Engenhão, e a equipe alvinegra treinou no local esta semana para se adaptar ao gramado. “É uma coisa nova para eles, acho formidável que no sub-17 já possam jogar no Engenhão. Vai haver torcida lá, é outro tipo de experiência, já ficam um pouco próximos da realidade do profissional e isso é importante pra formação deles”, elogiou. Normalmente, os jogos da base do clube são mandados no Cefat, em Niterói.

Outro fator que pode pesar a favor dos cariocas é o fato de metade do time juvenil já ter sido titular em boa parte do ano passado mesmo estando no primeiro ano de categoria. O zagueiro/lateral-esquerdo Zyan, os volantes Rickson e Matheus Fernandes, o meia Ion e os atacantes Mateus Jorge e Luís Henrique, principalmente. Felipe também já trabalha com os atletas da geração 98 desde o sub-15: ele chegou a General Severiano para treiná-los em 2013 e foi promovido junto com eles para treinar o sub-17 no ano passado.

Com tanto tempo de contato, o entrosamento do time com a comissão técnica é o grande trunfo. “Eu cheguei na Taça Rio infantil e fomos o time que fez a melhor campanha, perdemos a final nos pênaltis. Foi um pecado, tomamos o gol de empate no último minuto. Depois ficamos em terceiro na Copa da Amizade Brasil-Japão, então já tivemos bons resultados. Agora a gente volta pra esse segundo ano de juvenil muito fortes. A gente encara logo uma competição dificil, contra um adversário dificil, é normal oscilar. Mas acredito em uma temporada muito boa dessa geração, que ainda vai dar muitos frutos ao Botafogo. Vamos entrar pra brigar pelo título em todas as competições. Lógico que futebol não é racional, mas é um grupo forte e bem preparado”, lembrou.

Se os jovens da geração 98 tiveram o aproveitamento apressado por necessidades do elenco, o mesmo não deve acontecer este ano. Os 99, que foram campeões do Carioca Sub-15 ano passado, subiram para o primeiro ano de juvenil, mas a intenção é lançá-los aos poucos. Nomes como o volante Bruno Maradona, o meia Erick e os atacantes Enrico e Coutinho, principais destaques do grupo campeão, devem ser usados com moderação para não queimar etapas. “É um grupo bom, mas não temos a necessidade agora. Podemos fazer um processo mais racional. Alguns já vem treinando com os 98. O Erick vem treinando com a gente há mais tempo e pode ser utilizado já na sequência da Copa do Brasil, talvez ficar no banco pra ganhar essa vivência”, revelou.

Felipe já tem o time em mente para a estreia deste sábado, mas com algumas dúvidas: Matheus Cabral (Diego Terra), Lucas César (Fernando), Luca, Zyan e Jordan; Matheus Fernandes, Rickson, Ion (Wenderson) e Amílcar (Ezequiel); Mateus Jorge e Luís Henrique. O juvenil do Bota ainda encara outras competições pela frente no ano: a Copa Rio, espécie de Copa São Paulo da categoria, que reúne times de todo o país e deve começar em maio; o Campeonato Carioca, que começa em abril; e agora também a Taça Belo Horizonte, no meio do ano, que passa a ser sub-17 com a mudança do Campeonato Brasileiro Sub-20 para a chancela da CBF.

Fonte: FutNet