Polivalente, Fellype Gabriel jogou em diversas posições no Botafogo: meia, ponta, atacante, volante e lateral. O jogador vivia grande fase no clube em 2013, quando foi negociado com o Al Sharjah, dos Emirados Árabes. A transferência surpreendeu até a ele mesmo.

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– A minha saída do Botafogo não foi uma coisa vinda de mim, fui pego de surpresa. Estava no corredor indo para a academia, o Sidnei (Loureiro, gerente de futebol) me parou e veio falar comigo: “Recebemos uma proposta e te vendemos”. Respondi: “Como assim? Não estou sabendo de nada”. Ele falou: “Já vendemos, agora você tem que acertar a sua parte”. Nem passava na minha cabeça. Perguntei se o Oswaldo de Oliveira estava sabendo, também não. Já tinha acontecido a saída de outro jogador assim, o Marcio Azevedo – revelou Fellype Gabriel, ao jornalista Thiago Franklin, do Canal do TF.

– “Deixa primeiro eu falar com o Oswaldo. Vocês têm 50% e eu 50%, estou desnorteado aqui”. Ele realmente não sabia. Era um clube dos Emirados Árabes. A princípio não aceitei as condições, porque estava muito feliz e muito bem no Botafogo. Minha família frequentava os estádios, minha esposa com meus filhos. Apesar dos problemas dos salários do clube, eu estava muito bem. Aí fui entender por que da negociação. O clube estava com as contas bloqueadas, queria que o Vitinho entrasse para jogar e se valorizar, mas como no meio era eu, Seedorf e Lodeiro, todos bem, era difícil para ele jogar. Queriam valorizar o Vitinho para vender e fazer caixa – afirmou.

Não deu outra, além de Fellype Gabriel, Vitinho foi vendido meses depois, para o CSKA (RUS).

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Tentativa de voltar ao Botafogo

O jogador de 34 anos revelou que em duas oportunidades esteve perto de retornar ao Botafogo.

– Quando o Cuca assumiu o Palmeiras, comentou que o pessoal do Botafogo perguntou sobre mim e ele falou super bem. Ele foi meu primeiro treinador, já o conhecia. Mas depois ninguém falou mais nada e fui para o Vasco. Tentei voltar ao Botafogo duas vezes, uma já no Boavista. Fizemos um amistoso no campo anexo, ganhamos de 2 a 1, fui muito bem no treino. Um dirigente do Botafogo falou que eu tinha que voltar, falei que só era só avisar quando. Tentei, não sei por que não aconteceu, mas vida que segue – explicou.

Carinho pelo Botafogo

Com 71 jogos e 15 gols pelo Botafogo, Fellype guarda boas lembranças do clube.

– O carinho do torcedor comigo é impressionante. Fui algumas vezes ver jogos, sem estar no Botafogo, parava o tempo todo para fotos e autógrafos. Fui uma vez com o Boavista treinar no Nilton Santos, estava tendo tendo lançamento de camisas do Botafogo, fiquei mais de meia hora com os torcedores. Tudo isso foi pelo que fiz, pelas minhas atitudes, nunca me envolvi em polêmica. Sempre pensei no melhor para o Botafogo – completou.

Veja o vídeo completo:

Fonte: Redação FogãoNET e Canal do TF