O comunicado do Bom Senso FC no início de dezembro, onde diz que ‘é iminente a greve para o início da temporada de 2014’, não agradou ao presidente da Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro), Rubens Lopes. O dirigente declarou que não acredita na possibilidade de paralisação e questionou a legalidade de uma eventual greve.

“Acho que a relação entre clube e atleta que deve ser resolvida, o clube que resolva com seus atletas. Eu não acredito em uma greve, até porque não sei se ela seria legal. Quem representa os atletas são os respectivos sindicatos, acho que isso seria irregular. Clubes têm contratos assinados para participar de determinadas competições, iria virar um caos. O caminho não é esse, diálogo é mais importante”, disse Rubens Lopes em entrevista à Rádio Tupi.

O Bom Senso FC diz ter o apoio e respaldo da Fenapaf (Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol). A greve seria tomada ‘pela falta de respostas e pelo descaso em garantir melhorias para o futebol brasileiro’.

O presidente da entidade que comanda o futebol carioca também negou que o Maracanã vá adotar o limite de quatro jogos por mês pedido pelo COL (Comitê Organizador Local) em 2014. Segundo Lopes, a tentativa de redução ‘é esdrúxula’, tem cunho político e o estádio tem condições de suportar um número maior de partidas.

“Foi uma determinação somente para o Maracanã e um número completamente esdrúxulo, anômalo. Eu chego a duas conclusões: ou quem está cuidado do gramado é extremamente incompetente, não sabe o que faz e coloca uma coisa de má qualidade, ou existe algum cunho político no meio disso tudo. Os jogos serão determinados para o Maracanã de acordo com sua necessidade, e quem quiser que tome as providencias que acha necessárias”, disse o presidente da Ferj, que completou.

“Em relação aos clubes e ao complexo, nós estamos com a mesma opinião de realizar muito mais que quatro partidas no Maracanã. É claro que com bom senso. Os jogos com condições de serem remanejadas sem prejuízo de segurança, conforto e arrecadação, podem ser retirados do Maracanã”.

O COL alega que o pedido para redução de partidas foi feito para todos os estádios que receberão partidas na Copa do Mundo. A intenção é preservar o gramado para o torneio. No final da temporada, o Maracanã apresentou desgaste em partes do campo. 

Foram 52 jogos do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. O consórcio que administra a arena iniciou um processo de recuperação da grama no dia 12 deste mês, com corte vertical, adubação e irrigação especial.

Fonte: UOL e Rádio Tupi