Botafogo e Flamengo decidiram não utilizar seus principais jogadores no Campeonato Carioca de 2014. E a escolha não caiu nada bem na Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), que se irritou com a atitude dos clubes. A entidade acredita que a competição estadual ficará bastante esvaziada com o Rubro-negro e o Alvinegro utilizando times alternativos para dar preferência á Libertadores.

Diferentemente do Botafogo, o Flamengo ainda tem um agravante em toda essa situação. A decisão de mandar o time reserva para disputar o Carioca tem viés político, já que a atual diretoria rubro-negra não tem bom relacionamento com o presidente da Ferj, Rubens Lopes. Isso porque os dirigentes da Gávea têm ligação estreita com a alta cúpula da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que terá Rubinho como adversário nas próximas eleições da entidade.

“Ficamos sabendo dessa ideia de Botafogo e Flamengo, mas será que precisa disso? Esperamos que os clubes não façam isso. Não há necessidade. É errado tirar essa importância do nosso campeonato”, disse o diretor de competições da Ferj, Marcelo Viana.

Os principais jogadores do Botafogo se reapresentarão no dia 6 de janeiro, 12 dias antes da estreia da equipe na competição, contra o Resende, em Volta Redonda. Como o Alvinegro terá que jogar a primeira fase da Libertadores contra o Deportivo Quito, no dia 28, o clube decidiu fazer uma preparação individual e ‘abriu mão’ do Carioca.

“O torcedor gosta do Carioca, valoriza a rivalidade e os clubes agora não querem fazer isso. Neste ano, o Seedorf chegou a chorar. O Oswaldo de Oliveira falou que era o título [Carioca] mais importante da vida. Não queremos essa ideia de times grandes usando equipes mistas”, afirmou Marcelo Viana.

“Estamos pensando em toda a logística na hora de divulgar a tabela para que ninguém seja prejudicado com relação à Libertadores”, completou.

Ferj nega limite, mas admite bom senso por jogos no Maracanã

Além da decisão de Botafogo e Flamengo, outra questão pode esvaziar ainda mais o Campeonato Carioca. Com medo de prejudicar a qualidade do gramado, foi estabelecido um limite de jogos por mês no Maracanã. A premissa foi negada por Marcelo Viana, que, por outro lado, admite que a Ferj utilizará o bom senso para agendar as partidas no local. São Januário, Moacyrzão e Raulino de oliveira são as alternativa para os confrontos.

“Não se pode cair do céu um limite de partidas em qualquer definição ou conversa prévia. Por que quatro? Não podem ser seis, dez? Estamos trabalhando e, dentro de um bom senso, vamos utilizar o Maracanã por mais de quatro vezes no mês. Mas tudo está sendo bem conversado com Consórcio e engenheiros agrônomos. Entendemos a importância da Copa e não vamos prejudicar em nada o campo”, finalizou.

Fonte: UOL