A baixa produtividade do ataque do Fluminense já causava algum incômodo nas Laranjeiras até que o Flu encontrou o Salgueiro (PE) em seu caminho. Após os cinco gols marcados na goleada, o time igualou o número de bolas na rede que havia conseguido em todos os outros seis jogos oficiais do ano, totalizando 10. Além do fim da seca, os atacantes tricolores já não ostentam mais o título de “pior ataque” do Brasil, agora nas mãos dos homens de frente do Botafogo.

Se considerados os grandes do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, o Alvinegra soma apenas sete golzinhos. Na outra ponta da tabela vem o Vasco e o Internacional, com 16 gols cada até o momento.

O setor ofensivo do Fluminense sofreu muitas baixas esse ano, em especial com a saída de Henrique Dourado para o rival Flamengo. Sem o artilheiro, Abel ficou apenas com os jovens Pedro e Peu como alternativas para a posição. O Flu mandou Wellington Silva para o Internacional, mas aposta que a temporada pode marcar a ascensão definitiva de Robinho.

Com a adoção de um esquema de três zagueiros, o comandante tricolor tem apostado em Marcos Jr. para ser um homem que atue mais pelos lados, mas este desenho permite que um lateral vire um verdadeiro homem de frente, como foi o caso de Gilberto, autor de dois gols no duelo contra os pernambucanos.

“Com segurança defensiva, começamos a chegar mais ao ataque. Estamos com bom entrosamento entre os laterais e os zagueiros do lado. É automático, então, o zagueiro virar lateral, o lateral virar ponta. Acho que falta muito, mas a cada treino a assimilação ao esquema vai aumentando”, analisou Abel.

E a tal solidez defensiva apregoada por Abel, aos poucos, vai sendo alcançada pelo Fluminense. A zaga tricolor só foi vazada quatro vezes no ano e já não sabe o que é levar um gol há três jogos consecutivos.

Eliminado da Taça Guanabara e classificado para a terceira fase da Copa do Brasil, o Tricolor só volta a campo na próxima quarta-feira, às 16h30, contra o Bangu, em Moça Bonita.

Fonte: UOL