Recordista de minutos jogados na temporada do Botafogo e tido por muitos como principal contratação de 2019, o zagueiro Gabriel concedeu uma longa entrevista ao site Globoesporte.com nesta sexta-feira em que abriu seu coração. Emprestado pelo Atlético-MG até dezembro de 2020, o jogador ressaltou o desejo de permanecer no Fogão – o Galo pode solicitar seu retorno no ano que vem, conforme estabelecido em contrato.

– Com certeza. Esse é meu principal desejo e principal objetivo (ficar no Botafogo em 2020). Foi um lugar que me abriu portas e que me valorizou muito. Eu preciso do Botafogo, não é o Botafogo que precisa de mim. Estou vivendo um momento mágico e especial. Um dos meus maiores sonhos é ganhar um título pelo Botafogo – disse Gabriel.

Aos 24 anos, Gabriel tornou-se uma liderança no elenco do Botafogo, principalmente após estabelecer fortes laços de amizade com o capitão Joel Carli e com o goleiro Gatito Fernández. Para ele, esse espírito foi fruto da boa recepção que teve no elenco.

– Foi uma novidade, não tinha essa liderança no Galo. Na base, eu tive. Sempre fui capitão. Mas no profissional não cheguei a ter essa liberdade. E o Carli me chamou um pouco antes e falou “Parece que você está há 10 anos no clube. Quero que você vá na reunião conosco”. Aí eu disse: “Claro, não tem problema nenhum”. Me senti mais uma vez honrado pelo fato de o capitão do time, o cara que é uma referência para nós, ter me chamado para participar de uma reunião que às vezes é até para expor um pouco mais um jogador. Falei para ele prontamente: “Estou com vocês em qualquer situação, podem contar comigo, porque eu vou estar do lado” – contou.

Gabriel explicou também porque se sente tão identificado em tão pouco tempo com o Glorioso:

– Para criar esses laços, tenho uma coisa comigo: é fazer o meu melhor, independentemente de onde e como seja. Você fazendo o melhor e se entregando ao máximo, você tem o reconhecimento das pessoas. Minha adaptação foi muito rápida, o grupo me recebeu tão bem que fiquei até surpreso. Você vê os jogadores, comissões técnicas (trabalhou com três), roupeiros e massagistas. Eles me deixaram muito em casa. Isso é um fator primordial para desempenhar o melhor papel possível dentro dos gramados. Fico muito feliz pela recepção que tive aqui e também pelo carinho que o torcedor do Botafogo está tendo comigo. Então só espero retribuir. Nada mais do que isso.

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Fonte: Globoesporte.com