Após 18 anos de espera, o Botafogo volta à Libertadores com o objetivo de traçar um caminho diferente do percorrido em 1996 quando, em oito jogos, só ganhou dois. A campanha irregular interrompeu logo nas oitavas de final o sonho do título inédito. E quem participou daquela edição tem na ponta da língua a receita para o clube ir mais longe: trazer reforços.

Um dos destaques daquela equipe, o ex-zagueiro Gonçalves acredita que reforçar o elenco com jogadores já experientes em competições continentais pode ser uma boa alternativa. Hoje, comentarista, ele alerta para a necessidade de um time com a cara do torneio.

– Não dá para comparar o time de 96 com esse. Mas o Botafogo precisa se reforçar com uns três atletas que tenham experiência em Libertadores, pois se trata de uma competição diferente do Brasileiro ou do Estadual.

Ex-zagueiro da seleção brasileira, Marinho Peres começou aquela Libertadores como técnico do Glorioso, mas caiu após uma derrota para o Universidad Católica. Ao citar a maratona de jogos do futebol brasileiro, ele ressalta que o atual comandante alvinegro, Eduardo Húngaro, fez certo ao decidir usar dois times: um na competição mais importante do continente e outra no Estadual.

– No futebol brasileiro, é preciso ter um plantel que resista à grande quantidade de jogos, ou, então, priorizar alguma competição, que, no caso do Botafogo, é a Libertadores. Acho que usar um segundo time no Carioca nem é um caminho, mas, sim, uma obrigação. Atletas jovens recuperam-se bem entre os jogos, mas os de 30 anos não conseguem – afirmou Marinho, atualmente sem clube.

Já Carlos Augusto Montenegro, presidente do Glorioso àquela época, mira num setor específico para pedir reforços: o ataque. O dirigente acredita que o time ainda está carente de um artilheiro.

– O Botafogo precisa de um 9, um cara que faça gol. O time vem jogando há muito tempo sem esse tipo de jogador, mas esse era o estilo do Oswaldo de Oliveira. Não não temos uma referência como o Fred ou o Jô e estamos precisando – enfatizou Montenegro, revelando por que o time campeão brasileiro de 95 ficou tão enfraquecido na temporada seguinte: – São épocas diferentes. No meu tempo, o valor da TV era de R$ 3 milhões. Hoje, chega a R$ 60 milhões. Metade daquele time era emprestada.

Fonte: Extra Online