Goleiro Jefferson prioriza Série B, mas garante foco do Botafogo na Copa do Brasil

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Se depender de Jefferson, o Botafogo vai brigar pelos títulos da Copa do Brasil e da Série B do Brasileiro. Apesar de o goleiro afirmar que o principal objetivo do Glorioso é voltar à elite do futebol nacional, a equipe não descartará a Copa do Brasil, já que é o caminho para retornar à Libertadores.

“A Copa do Brasil é um campeonato curto para a Libertadores. Nós vamos brigar para chegar às finais. Temos esse sonho de voltar a jogar uma Libertadores novamente. Primeiro nós temos de passar do jogo desta quarta-feira, contra o Capivariano, mas temos de sonhar alto sempre e pensar no melhor para o clube. A Série B é a nossa guerra, nosso principal objetivo na temporada. Teremos a equipe da Copa do Brasil e da Série B e vamos mesclando os objetivos”, afirmou o camisa 1.

O capitão do Alvinegro também destacou que o Botafogo tem a responsabilidade de brigar pelo título da Série B, mas fez questão de frisar que o primeiro e principal objetivo da equipe é garantir o retorno do clube à elite do futebol brasileiro.

“A gente tem de saber até onde vai essa pressão por título. O Botafogo tem a obrigação em todas as competições que entra para chegar às finais, fazer grandes jogos e ser campeão. O Botafogo tem a responsabilidade de ser campeão da Série B, mas não podemos nos pressionar tanto por isso. Nosso principal objetivo é subir, os torcedores entendem isso e sabemos da pressão. Vamos tentar também buscar o título, como fizemos no Carioca, mas o principal é o acesso”, disse.

A busca pelos objetivos do Botafogo na temporada já começa nesta quarta, quando o Alvinegro enfrenta o Capivariano no jogo de volta da segunda fase da Copa do Brasil, às 22h, no Estádio Nilton Santos – o Fogão pode empatar ou até perder por 1 a 0 que se classica. Já a caminhada na Série B inicia no sábado, contra o Paysandu, fora de casa, às 21h.

Confira outros temas da entrevista de Jefferson

Campanha no Carioca

A sensação foi de dever cumprido. Claro que nós lamentamos não ter conseguido o título, mas não podemos fugir do objetivo maior na temporada que é voltar à Série A. O Carioca foi importante porque deu para montar uma boa equipe, deu tempo para o René estruturar o time para chegar fortemente no Brasileiro. O vice já está superado e o nosso foco é o próximo campeonato.

Condição física

Já estou 100%. É claro que durante os jogos, principalmente nesse primeiro, eu vou buscar ritmo de jogo. Não ter participado da final foi uma questão de conversa entre mim e a comissão técnica para ver o que era melhor. Eu queria estar em campo, tentar ajudar, mas chegou uma hora que não deu. Eu estava cansado, treinando em três períodos e iria chegar sem pernas ao jogo. Optamos por deixar para eu voltar neste jogo desta quarta.

Desempenho de Renan em seu lugar

O Renan amadureceu muito desde que eu cheguei aqui. Fico muito feliz de o Botafogo ter encaixado essa situação de goleiros, preparador, o Helton Leite, toda a equipe. Quando cheguei aqui, sempre falavam que o Botafogo precisava de goleiro e hoje o clube está muito bem servido. Sei que durante a minha ida para a Copa América O botafogo estará em boas mãos e bem protegido no gol.

Motivação após a derrota no Carioca

Se a gente ganha o Carioca, talvez iríamos achar que o nosso time era melhor e poderíamos entrar na Série B com mais soberba. Como perdemos, sabemos que temos de melhorar muita coisa para o Brasileiro e tenho certeza de que essa derrota irá nos fortalecer para acertar o time. Cada jogador tem um tipo de reação, vai da maturidade de cada um. Fiz questão de falar depois do jogo do Vasco que a derrota nos fortalecia para a Série B e iria dar maturidade e experiência para isso. Não tem tempo para lamentação. Nessa quarta seria mais difícil entrar com esse time que jogou no domingo, mas tenho certeza de que quem for a campo quarta vai dar a vida e os jogadores que estiveram em campo com o Vasco vão descansar para o jogo de sábado e jogar bem.

As dificuldades da Série B

Tem muitas diferenças da Série B para a A. Eu joguei a B pelo Botafogo em 2003 e sei que é uma guerra, não tem muita técnica, é mais na força. As equipes fora de casa se atiram e em casa usam o fator campo, exploram o campo ruim de alguns estádios pequenos e aproveitam dessa vantagem. Nós teremos de ter inteligência para jogar essas partidas e igualar a situação quando complicar, mesmo que seja na força.

Ansiedade pelo retorno

Eu estava muito ansioso para voltar. Eu nem ficava muito olhando os jogadores entrando em campo, o ambiente de jogo, isso mexia comigo e me deixava emotivo. Eu estou bastante motivado para voltar a vestir a camisa do Botafogo, reencontrar com a torcida. É isso que eu sei fazer, que eu gosto e quero voltar a jogar.

Reforços para o segundo semestre

Nós jogadores procuramos trabalhar com quem já está aqui no clube. As contratações são com a diretoria. Não sou eu que tenho de dizer para o René do que precisamos. Ele que sabe da escalação, das necessidades do time. Os atletas que estão chegando são importantes para nos ajudar na sequência da temporada. O René falou que são contratações pontuais, que querem mostrar seu trabalho, que estão motivados para jogar aqui. Às vezes é melhor de ter esse tipo de atleta do que nomes consagrados. Eles sempre chegam com mais vontade de jogar e mostrar serviço para ajudar o clube, principalmente nessa situação.

Papel de líder

Eu vejo com naturalidade. O principal é o respeito que eles passam para mim e vice-versa. Eu tento sempre ajudar dentro e fora de campo, brigar pelos companheiros, buscar apoio para todos. Eu procuro fazer minha parte bem-feita dentro de campo sempre. Eu disse para o René que gostaria de ser importante para o Botafogo não só pelo o que eu fiz , mas o que estou fazendo e vou fazer. Eu sempre estou motivado para ir a campo e dar o meu melhor para ajudar o time e os jogadores.

Rodízio de jogadores

Estamos tendo um calendário desgastante. O jogo de domingo foi muito pesado para alguns jogadores. É desnecessário você colocar um jogador cansado após uma partida para entrar em campo na quarta, quando você tem alguém 100% para ajudar. Isso é bom para o Botafogo. Dá chance para os outros jogadores, como o Sassá, o Henrique estarem em campo. Não estamos com uma equipe B, e, sim, montando um elenco forte, dando oportunidades. A Copa do Brasil é o caminho mais curto para a Libertadores e temos de encarar essa competição com a maior seriedade possível.



Fonte: O Dia Online
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