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Grandes do Rio não têm certificado de clube formador; só o Nova Iguaçu possui

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Representantes de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco aproveitaram o seminário sobre as divisões de base no futebol brasileiro, promovido pela CBF em sua sede nesta segunda-feira, para pedir ajuda à entidade na obtenção do certificado de clube formador que, entre outras questões, protege a agremiação de aliciamento a jovens das categorias inferiores.

Entre as equipes de maior investimento do Brasil, praticamente todas já possuem o documento. Até mesmo times com pouca expressão, como o Cerâmica Atlético Clube (RS), o Serra Talhada FC (PE),  o Camboriu FC (SC) e o Imbituba FC (SC) estão certificados. No Rio de Janeiro, porém, o único que recebeu a honraria foi o Nova Iguaçu.

Para obter a vantagem, a federação de cada estado precisa avaliar se o clube tem cumprido a série de exigências previstas em lei, dentre as quais, proporcionar assistência médica e educacional aos atletas, dispor de centro de reabilitação com fisioterapia responsável, fornecer programas de treinamento, manter alojamentos, entre outras questões.

Advogado da CBF, Amilar Fernandes estranhou o fato de só o Nova Iguaçu possuir o certificado no Rio de Janeiro.

“Não tenho muito o que falar. Me causa estranheza só o Nova Iguaçu possuir o certificado. Eu desconheço o Nova Iguaçu como potência na formação de atletas. Mas a decisão da Ferj é soberana e não pode sofrer influência da CBF. A Ferj tem autonomia. Se a Ferj não aprovou, infelizmente a CBF não pode fazer nada. É uma questão mais política do que técnica”, avaliou.

Representante do Vasco no encontro, o gerente da área técnica João Mário Reigota alegou que o Cruzmaltino entrou com a documentação na federação pela primeira vez há dois anos. O dirigente ressalta que, em nenhum momento, a Ferj deu uma posição oficial sobre o caso.

“Não houve retorno oficial. Nenhum documento ou e-mail especificando quais motivos levaram a federação a não emitir o certificado de clube formador. A documentação foi toda entregue ao departamento jurídico da CBF nesta segunda para que seja feita uma avaliação. Se houver algum erro por parte do Clube de Regatas Vasco da Gama, ele será reparado”, disse.

Reigota foi além e ressaltou que o possível descaso da Federação de Futebol do Rio com os clubes acaba afetando a própria entidade. O cartola ainda enumerou jovens talentos recentes que o Vasco perdeu por estar desprotegido:

“Vejo uma grande gama de clubes que estão certificados. Há uma boa vontade das federações com esses clubes. Quando a federação certifica um clube de seu estado, está protegendo a matéria-prima da qual ela se beneficia. Os grandes do Rio estão desprotegidos. O Vasco já foi vítima da atuação de empresários do exterior e de clubes de outros estados. Perdemos o Mosquito (Atlético-PR), Matheus Índio (briga na Justiça com o clube), Foguete (São Paulo)… Jogadores que estavam na Seleção e agora estão em outros estados”.

Com o certificado de formador, o clube tem direito a uma indenização caso perca um atleta entre 14 e 16 anos, idade em que ele ainda não pode assinar um contrato profissional. Além disso, o documento facilita a obtenção de verbas oriundas de leis de incentivo fiscal.

Ferj ataca o Vasco
UOL Esporte entrou em contato com a Ferj e pediu um posicionamento em relação a reivindicação dos quatro clubes grandes do estado. Através de sua assessoria, porém,  a entidade se ateve somente ao Vasco, alegando irregularidades e lembrando até de empréstimos que foram feitos ao clube.

Veja abaixo a íntegra do comunicado:
“Em relação às declarações do Sr. Mário Reigota, coordenador de base do Vasco da Gama, durante o III Encontro Técnico das Categorias de Base, realizado nesta data, na CBF, alegando, a respeito da não obtenção do certificado de clube formador:

“Entramos com toda a documentação em 2012, e sequer tivemos uma resposta formal. Em 2013 nos disseram informalmente que a documentação estava vencida, mas não há resposta oficial. Quero apenas se com a documentação que eu tenho eu posso ou não posso ter o documento, mas não há esse diálogo.”

Podemos afirmar e comprovar, mediante a exibição de documentos, a quem interessar possa e compareça à sede da FERJ para tal:

1-      A documentação originalmente apresentada pelo Vasco da Gama, em 22 de janeiro de 2013, mediante protocolo 352 encontrava-se inteiramente fora dos padrões exigidos, contendo inúmeros erros crassos e em total desconformidade com os preceitos da legislação pertinente, das RDPs 001/12e 002/12, expedidas pela CBF, e RDP 019/12, expedida pela FERJ.

2-      Tais desconformidades foram informadas oficialmente ao Sr. Antonio Peralta e ao Sr. Mauro Galvão, apresentados, respectivamente, como Vice-Presidente e Coordenador das Categorias de base do Vasco, em reunião ocorrida na FERJ;

3-      Na ocasião, a título de orientação, foi entregue a ambos um documento contendo

4-      Um check list do que seria verificado e analisado pela FERJ;

5-      Nova documentação pretensamente corrigida foi protocolada sob o número 8483 em 11 de novembro de 2013, e da mesma forma que anterior incompleta e com inúmeras irregularidades, fato comunicado não só ao Vice Presidente peralta como também ao Presidente Roberto Dinamite, sem que tenha havido até o momento correção das desconformidades comunicadas;

6-      Em inspeção realizada no mês de maio de 2014, foram encontrados absurdos no departamento médico, sendo a mais grave medicação com prazo de validade vencido, fato também citado para o Presidente Roberto Dinamite;

7-      Nova inspeção ainda não foi realizada, aguardando-se primeiramente a regularização da documentação pertinente;

8-      O Nova Iguaçu FC recebeu o certificado de clube formador por ter apresentado toda a documentação dentro dos padrões legais exigidos e, submetido à inspeção de suas dependências, nada foi encontrado em desconformidade, caracterizando ser perfeitamente fácil, viável e factível obter o certificado pretendido;

9-      Faz tempo que o Vasco não se faz presente na FERJ para tratar de assuntos de seu interesse, e a última vez que o fez pediu favores para saldar compromissos atrasados, ressaltando que a FERJ sempre ajudou seu filiado, e continua ajudando, tendo pagado várias das despesas de jogos realizados pelo Vasco, cujo montante encontra-se nesta data superior a R$ 190.000,00.”

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