O Botafogo vive um grande momento no Campeonato Brasileiro. Com cinco vitórias consecutivas e na quinta colocação, com 53 pontos, o Alvinegro segue buscando a tão cobiçada vaga na Copa Libertadores da América. No meio desse turbilhão de alegrias, tem um jogador que busca forças para não desanimar: Diego.
Após a lesão de Luis Ricardo, que operou o tornozelo e só volta em 2017, Diego, então substituto direto do lateral direito, teve a chance no dia 1 de setembro, diante do Fluminense. Porém, na visão de Jair Ventura o jogador não aproveitou a oportunidade da melhor maneira possível.Com isso, a diretoria trouxe Alemão para preencher a lacuna.
Com 20 anos, oito no clube, Diego busca forças na família para não desanimar e continuar buscando espaço no time titular do Botafogo. Mas no clube, onde passa a maior parte dos seus dias, o lateral direito também tem um alicerce: o meia Leandrinho, amigo também fora de General Severiano.
Confira abaixo a entrevista completa com Diego:
Para o técnico Jair Ventura, você não está no momento para assumir a titularidade. Concorda?
A gente trabalha há muito tempo, desde novo, há oito anos no Botafogo. Vinha trabalhando forte, esperando o momento certo. O nosso sonho é estar jogando como titular, mas eu respeito a opinião do treinador de me preservar. Na nossa cabeça estamos sempre preparados, mas a gente tem que respeitar o opinião do treinador, que sabe o que fazer. O meu papel eu vou continuar fazendo, trabalhando cada vez mais forte.
Acha que deveria ter mais chances como titular?
Complicado falar assim… Ele me deu a oportunidade contra o Fluminense, antes de contratar o Alemão. Depois desse jogo, muitas pessoas acharam que não fui bem e outras acharam que tive um bom rendimento. Mas não conversamos sobre esse assunto de contratar outro jogador. Tudo tem a sua hora. Acredito que a minha hora ainda vai chegar, se Deus quiser.

Quando seu amigo Luis Ricardo se machucou, você se viu pronto para assumir a titularidade?
Como eu disse. A gente quer ter a chance toda hora, na nossa cabeça está perfeito. Mas a diretoria e Jair sabem o que estão fazendo. Venho trabalhando há oito anos e buscando por essa oportunidade. Mas a gente não pode desistir. Fico triste, é claro. Estranho se eu não ficasse, né? Não posso ficar conformado em não ser titular. Então, eu busco ter paciência para não perder o foco.

E o que fazer para não desanimar e perder o foco?
É muito difícil. A única coisa que não me faz desanimar é a minha família. Meu pai, minha mãe, minha noiva, meu irmão. Querendo ou não eu fico chateado. Chego em casa triste e eles vêm me dar forças. Eles tentam me ajudar de todas as formas possíveis. O meu pai é um cara que me ajuda bastante. Não vou desanimar por eles. Eles são tudo para mim.

Nas dificuldades que as pessoas se fortalecem. Com você também está sendo assim?
Com certeza. Estou aprendendo muito. Está sendo um momento de aprendizado em todos os sentidos. A minha família me ajuda a todo instante para não deixar a peteca cair. Assim vou continuar buscando o meu espaço.
Certos jogadores melhoram quando são emprestados e depois voltam ao clube. Já pensou nisso?
Eu pretendo continuar no clube. Depende deles (diretoria). Eu quero sempre jogar. Eu quero jogar e ser feliz, preferencialmente, no Botafogo.
Vejo que você e o Leandrinho são muito amigos. Onde começou essa amizade entre vocês?
Antes, ele era da base de outro clube, então, a gente se conhece desde pequeno. Na categoria juvenil ele chegou ao Botafogo. E como a gente já se conhecia da época que jogávamos contra. E, em meados do ano passado, eu cheguei ao profissional. Aí fomos ficando mais amigos. Mas a amizade ficou mais forte na pré-temporada desse ano. Lá a gente ficou muito amigo. Hoje, a gente faz tudo junto. Você está no clube quase que diariamente e percebe isso. A gente sai do vestiário juntos, amarra a chuteira juntos, treinamos juntos, falamos com Jair juntos… Somos muitos amigos e ele é um irmão para mim. E eu agarro nele para ter forças nos momentos complicados no Botafogo.

E o Bruno Silva é o titio de vocês?
Bruno Silva é o nosso papai (risos). É o papai da galera da base. Ele que cuida gente. Como ele é mais experiente, mais rodado, acaba ajudando a gente dando conselhos, nos ajudando nos treinamentos. Faz bem para todos os garotos.