O Botafogo está próximo de fechar a contratação do volante argentino Mário Bolatti. Contratado a peso de ouro em 2011, o meio-campista não conseguiu se firmar no clube gaúcho ou quando foi emprestado para o Racing, no primeiro semestre de 2013.

O argentino até começou bem no Colorado. Marcou gols importantes na Libertadores e esteve bem com Paulo Roberto Falcão. Mas perdeu espaço após a chegada de Dorival Júnior. Não conseguiu dar retorno ao investimento de quatro milhões de euros feito pelo Inter para comprá-lo da Fiorentina. Conta a favor do jogador para o Fogão a experiência de ter jogado a Libertadores em 2011 e 2012.

No ano seguinte, novamente com Dorival e também com Fernandão, não conseguiu ter espaço como titular. Era constantemente pedido pela torcida, mas não recebia chances dos treinadores. Em dado momento, se recusou a ser improvisado como zagueiro por Fernandão.

Sobrou diversas vezes também por conta do excesso de estrangeiros. Em 2012, o Inter teve Dátolo, Guiñazú, Forlán, D’Alessandro e mais o volante. O que impedia uma utilização. Por conta deste motivo, acabou negociado e foi emprestado para o Racing. Só que na Argentina também não correspondeu ao investimento feito. Decepcionou no seu próprio país, onde havia sido herói da classificação pela seleção para a Copa do Mundo de 2010, em partida contra o Uruguai.

COM A PALAVRA
Eduardo Moura, setorista do LANCE! no RS

Apesar do nome e do status que carrega, Bolatti não mostrou futebol em campo para ter espaço no Inter. O investimento feito pelo clube definitivamente não foi correspondido. Não definiu se é primeiro ou segundo volante e não demonstrou a garra normal dos gringos. Tem um estilo mais clássico, técnico – ele mesmo já disse que gosta de jogar com a bola no pé. Com moral como parece receber do Botafogo, porém, pode encontrar um ambiente bom para render. No clube gaúcho, chegou com moral, mas logo depois foi preterido pelos treinadores.

Fonte: Lancenet!