Herói em 1997, Dimba lembra grama ‘deliciosa’ e diz: ‘Aprendi a amar o Botafogo’

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Pouco menos de 18 anos depois, Dimba ainda tem o gosto da grama do Maracanã na lembrança. O atacante, herói do último título estadual do Botafogo sobre o Vasco, vive a expectativa de um novo triunfo alvinegro, mas sem pasto na boca dessa vez.

Em 1997, o jogador entrou para a história pelo que fez durante e depois da final do campeonato. Enquanto a bola rolava, foi o autor do gol do título, na vitória por 1 a 0. Na comemoração da conquista, se agachou e comeu um punhado de grama do estádio.

– Foi uma reação espontânea, para mostrar meu carinho à torcida, que sempre me apoiava, pedia para eu entrar quando eu era reserva. Por isso ficou tão marcado, acredito. Até hoje os alvinegros falam comigo. Costumo dizer que comer a grama do Maracanã, só o Dimba fez.

Atualmente, o atacante, como mesmo diz, “se diverte” atuando pelo Sobradinho, do Distrito Federal. Do Planalto Central, especula quem poderá ser o herói da vez nas decisões no Maracanã. Para a última partida, já programou sua ida ao estádio. Quer ver pessoalmente o Botafogo ser campeão estadual, mas descarta repetir a refeição rica em celulose:

– Espero dar sorte ao time. Mas se o Botafogo for campeão, não vou comer grama novamente. Eu comi a grama do Maracanã antigo e ela era deliciosa. A desse Maracanã novo, não sei não.

Segundo ele, não há favorito nas finais a serem disputadas nos dois próximos domingos. Nem mesmo a vantagem de jogar por dois empates faz com que o Botafogo esteja mais perto de levantar a taça do que o rival. O segredo, na visão de Dimba, é o time alvinegro manter a concentração nas duas partidas.

O atacante tem acompanhado o campeonato e assistido às polêmicas a respeito das arbitragens neste Estadual. A possibilidade de algum clube ser favorecido na decisão não passa pela sua cabeça. Dimba ainda aproveita para alfinetar Eurico Miranda, presidente do Vasco, vice-presidente de futebol do clube naquela época e, tanto lá atrás quanto agora, íntimo da Federação:

– Sendo uma final, com o Brasil inteiro olhando, não acredito que essa questão possa interferir. Nem acho que o Eurico possa fazer alguma coisa. Ele não era quem mandava no Vasco naquela época? Nós ganhamos mesmo assim. Eu sempre gostei de fazer gols nele.

Lembrança doce

Dimba não se esquece do gramado do Maracanã e tampouco do gol marcado na decisão. No segundo tempo, o atacante recebeu a bola na direita, marcado por Felipe e Fabrício. Driblou os dois, entrou na grande área, passou também por Luisinho e disparou de canhota. O chute saiu com força, indefensável para o goleiro Caetano, do Cruz-maltino.

– Eu considero um dos gols mais importantes da minha carreira. Eu aprendi a amar o Botafogo ali, dei um título ao clube para o qual torço. O Vasco era o total favorito, tinha um time fantástica, tanto que no mesmo ano foi campeão brasileiro. Eles estavam amarrando o jogo, queriam o empate. O jogo estava tenso, quando conseguimos fazer o gol – lembrou.

Depois daquilo, Dimba ainda rodou por vários clubes do Brasil. O auge foi pelo Goiás, em 2003, quando marcou 31 gols no Campeonato Brasileiro e se tornou artilheiro da competição.



Fonte: Extra Online
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