O Botafogo jogará sua classificação às oitavas de final da Libertadores nesta quarta-feira, quando enfrenta o San Lorenzo na Argentina. Um empate pode dar a vaga ao time carioca, caso o Independiente del Valle não vença o Unión Española por dois gols de diferença, mas o técnico Eduardo Hungaro não quer saber de segurar o resultado e só pensa na vitória.

“O empate não nos serve, pode nos servir. Não estamos pensando nisso, porque não temos garantia que dá classificação. Treinamos várias situações, três volantes, a formação mais usada, porque sabemos que pode ser necessário. Mas em nenhum momento pensamos em nos preparar para empatar. Vamos para nos impor. Teremos dificuldades, contra um adversário em casa e com a torcida, mas sabemos como jogar”, declarou.

Para vencer, Hungaro sabe que o Botafogo precisará superar a pressão da torcida, que promete lotar o Nuevo Gasômetro. “Nosso grupo é experiente, sabe aproveitar como mais uma motivação, mais vontade e disposição. Temos um grupo de jogadores que não vai ficar assustado ou ter dificuldades. Torcida não imobiliza perna de ninguém, o jogo é dentro das quatro linhas, 11 contra 11. Eles vão se manifestar, mas não vão ter interferência.”

A equipe está praticamente definida para o duelo. No treino desta segunda, o treinador armou a escalação com: Jefferson; Lucas, Bolívar, Dória e Julio Cesar; Aírton, Gabriel, Jorge Wagner e Lodeiro; Wallyson e Ferreyra. A dúvida fica por conta de Bolatti, que sentiu o joelho esquerdo mas pode entrar na vaga de Wallyson. Por outro lado, Jorge Wagner está confirmado mesmo vivendo problema particular, já que sua esposa teve complicações no parto da filha e está internada.

“A dor no joelho do Bolatti cria preocupação, vai fazer exame, Deus queira que não crie impeditivo. Em jogo decisivo, precisamos de jogadores em estado pleno de forma”, disse Hungaro. “O Jorge viaja conosco. Coloquei a possibilidade de ir amanhã, ele não abriu mão de ir com o grupo desde já. A situação da esposa está evoluindo bem. A decisão foi mais dele do que minha, mostrando o alto sentido profissional”.

Fonte: Estadão