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Iminente queda do Botafogo no Brasileiro pode afetar time feminino

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Iminente queda do Botafogo no Brasileiro pode afetar time feminino
Vitor Silva/Botafogo

Em General Severiano, paira no ar uma alegria um pouco contida. O brilho do time feminino do Botafogo, classificado para a primeira divisão do Brasileiro, não consegue reluzir em sua plenitude diante do iminente rebaixamento da equipe masculina na Série A.

Enquanto os homens só se salvam da queda com um milagre, as mulheres podem ser campeãs do Brasileiro A2 hoje, diante do Napoli (SC). O Botafogo perdeu a primeira partida por 2 a 1 e agora precisa da vitória por dois ou mais gols de diferença no Nilton Santos, às 16h. Se vencer por um gol, a decisão será nos pênaltis.

A postura do braço feminino do futebol do Botafogo não é apenas uma questão de respeito ao provável futuro do time masculino em campo. A ida do alvinegro para a Série B tem impacto em toda a gestão do futebol do clube.

Financeiramente, o departamento feminino não deverá ser tão afetado. É o que garante a diretoria, apesar da perda de receita estimada em R$ 100 milhões caso o rebaixamento se concretize. As contas refletem em todo o futebol.

Mas, no fim do ano passado, o time feminino recebeu a boa notícia de que o novo patrocinador do Botafogo estampará sua marca nas camisas das duas categorias. Um aporte financeiro garantido até o final deste ano, pelo menos.

— O Departamento de Futebol Feminino tem trabalhado muito e conseguido receitas próprias através de novas parcerias e patrocínios. Esperamos que, em breve, consigamos buscar uma autonomia financeira — diz a coordenadora Rose de Sá.

Folha é 5% do masculino

No Brasileirão A1, os custos do time vão aumentar. Os gastos com passagens, hospedagens e logística continuam sendo bancados pela CBF, além de ajuda extra para os custos operacionais dos jogos. Mas o objetivo do Botafogo é se manter na elite — das 16 equipes do torneio, quatro caem —, e, para isso, será necessário mais investimento. Antes mesmo da conquista da vaga na primeira divisão, a coordenação do futebol feminino já estava planejando a próxima temporada.

No início deste ano, o Botafogo anunciou reforços, como a meio-campo Cris, de 35 anos, do São Paulo. Outros já foram fechados, mas não foram divulgados. E quase 90% do elenco teve o contrato renovado.

— A nova diretoria já havia nos procurado antes da eleição, de olho no nosso projeto. Sabem que é obrigatório ter o feminino e precisam investir. E o nosso custo não é alto. Mesmo com a possível queda no masculino, nos deram verba para trazer reforços — conta o técnico Gláucio Carvalho. — Mas já adianto à torcida que nosso objetivo não é buscar título, é muito difícil.

A folha salarial do futebol feminino equivale a cerca de 5% dos gastos com o masculino. Na conta, entram jogadoras — todas as maiores de idade têm CLT e multa rescisória —, comissão técnica e departamento médico. Assim como o masculino, elas também enfrentaram atraso de salários durante a pandemia. Problema solucionado no retorno da competição, em outubro.

Mais do que o dinheiro, Gláucio Carvalho destaca o planejamento como o principal propulsor do projeto iniciado em 2019. No primeiro ano da A2, a equipe terminou nas últimas posições e o Carioca serviu de laboratório para a equipe formada. O plano já estava traçado para 2020: o acesso à elite feminina.

Além da contratação de reforços no ano passado, a grande aposta foi na melhora da estrutura, como campo exclusivo em General Severiano e refeitório, e mão de obra qualificada. Para 2021, terá mais. A equipe contará com profissionais da área médica exclusivos do time feminino.

— O nosso elenco atual não está entre os quatro melhores da A2. Somos o sexto, sétimo… Mas com um planejamento moderado e trabalho se consegue obter bons resultados — diz Gláucio, que só parou de trabalhar na montagem do elenco da próxima temporada nas festas de fim de ano.

A entrada de menos receita e o imbróglio do clube-empresa, porém, podem afetar o futebol feminino.

O projeto do novo centro de treinamento, em Vargem Grande, inicialmente não deve ser afetado, pois as obras estão sendo tocadas com investimento externo. Lá, o futebol feminino terá um setor só para a modalidade, com alojamento, campo e área administrativa, conforme prometido pela diretoria.

Porém, não há qualquer posicionamento oficial quanto ao futuro do time feminino caso o futebol do Botafogo se transforme em sociedade anônima. A tentativa não saiu do papel ano passado e o provável rebaixamento pode dificultar o projeto.

Nas propostas que chegaram a ser discutidas em 2020, as opiniões dos investidores foram distintas. Uma abraçava o projeto feminino dentro do clube empresa. A outra, não. A modalidade continuaria parte do clube social e receberia uma espécie de mensalidade.

— Não temos essa posição do clube do que seria feito. Mas diante da obrigatoriedade imposta pela CBF e pela Conmebol de todos os clubes terem um braço feminino, não faz sentido deixá-lo de fora da S/A — diz o técnico.

Fonte: O Globo Online

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